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Goiânia, 17/10/21
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Foto: MDB Nacional

Daniel: “Tive uma convivência muito intensa com o meu pai, pessoalmente e politicamente. Então o conheço como ninguém. Isso me ajuda e me inspira a tomar as decisões"

Ao Metrópoles, Daniel Vilela fala sobre legado de Maguito e da naturalidade da aliança com DEM

23/09/2021 · Por Eduardo Horacio

Às vésperas de sacramentar a aliança com o governador Ronaldo Caiado (DEM), o presidente estadual do MDB, Daniel Vilela, recebeu o portal Metrópoles no escritório político que pertenceu ao pai, Maguito Vilela. Entre objetos e recordações do pai, que morreu em janeiro de complicações da Covid-19, Daniel contou ao jornalista Almiro Marcos os detalhes da aliança que mexe com o cenário eleitoral em Goiás.

Daniel Vilela explicou a naturalidade da aliança com o atual governador, iniciada em 2014, relatou que a escolha se deu por ampla maioria durante a consulta interna realizada pelo MDB e demonstrou incômodo com a decisão do prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, de não seguir a vontade majoritária do partido.

O presidente do MDB também falou sobre possibilidade de o partido assumir cargos na atual gestão em Goiás após declarar apoio à reeleição de Ronaldo Caiado. Segundo ele, o partido dispõe de quadros qualificados e é natural que participe, mas que a aliança não se deu nesses termos e que essa participação não foi discutida com o governador Ronaldo Caiado.

Confira, abaixo, os principais tópicos da entrevista ao portal Metrópoles:

Legado de Maguito Vilela
“Eu vejo muito mais com orgulho, foi uma pessoa que muito fez e das quais as pessoas gostam. Mas acho que não tenho obrigação de estar na política para manter isso. Não é isso. Cada um tem a sua história. Uso isso muito mais como inspiração para ser uma pessoa melhor”

“Tive uma convivência muito intensa com o meu pai, pessoalmente e politicamente. Então o conheço como ninguém. Isso me ajuda e me inspira a tomar as decisões. A conversar, a convergir, a dialogar. Foi um grande professor que tive, e isso me ajuda muito”

“Acho que, sem dúvida nenhuma, é um caminho que ele estaria, ou melhor, que ele está, onde quer que ele esteja, feliz por isso” (sobre a aliança entre MDB e DEM em Goiás)

Aliança natural
“É uma aliança amparada numa coerência que não é de agora. Em 2014, apoiamos a candidatura dele ao Senado. E ele reconhece isso. Em 2018 disputamos contra, mas era uma disputa muito mais no sentido de uma mudança política no Estado. É natural essa aliança e ela vai se fortalecendo naturalmente”.

Participação no atual governo
“É natural que a partir do momento em que você se declara apoiador de um projeto, você participe. Mas isso não foi discutido internamente e nem com o próprio governador. O MDB tem quadros qualificados e nada impede, mas acho que isso não vai acontecer agora. Talvez em um momento em que o governador resolva fazer uma reforma. Mas não vamos exigir e nem impor nada”.

Gustavo Mendanha
“Tem hora que precisamos dar um passo atrás, ter um amadurecimento e compreender que nem tudo é o que a gente quer. Infelizmente parece que ele vai deixar o partido. Espero que seja só algo de cabeça quente. Afinal, vai sair do MDB para se juntar aos nossos grandes adversários ao longo de 20 anos? Para estar ao lado do ex-governador Marconi?” 


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