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Goiânia, 19/09/21
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O deputado José Nelto (Podemos-GO) quer tornar o pequi goiano patrimônio cultural, ambiental e ecológico nacional

Goiás, Tocantins e Minas Gerias disputam título de 'donos' do pequi

13/09/2021 · Por Redação

O pequi se tornou objeto de disputa entre três estados – Minas Gerais, Goiás e Tocantins.

Todos querem associar seu território ao valor cultural e socioeconômico do fruto que simboliza a diversidade do cerrado, gera emprego e renda para milhares de pessoas em áreas pobres e castigadas pela aridez no país.

Três propostas de reconhecimento do mérito do pequi foram apresentadas no Congresso Nacional. A primeira delas, de autoria do deputado Marcelo Freitas (PSL-MG), visa à transformação de Montes Claros, no Norte de Minas, em capital nacional do pequi.

O deputado José Nelto (Podemos-GO) quer tornar o pequi goiano patrimônio cultural, ambiental e ecológico nacional. Outro projeto, desta vez do senador Eduardo Gomes (MDB-TO), requer para o fruto o título de patrimônio cultural imaterial do Brasil.

Nessa guerra para ser o “dono” do pequi, batalha empreendida principalmente por Goiás, Minas leva grande vantagem por ser o maior produtor no Brasil, tanto do fruto quanto de seus derivados. A presença na cena mineira é tao marcante que, por meio de uma lei, o pequizeiro virou árvore símbolo do estado.

A ocorrência da espécie e boa parte da produção de pequi se concentram em pequenos municípios do Norte de Minas. 

Isso é resultado do valor agregado obtido da cultura extrativista, graças às inovações tecnológicas que permitiram a venda do pequi congelado e o beneficiamento da matéria-prima. Surgiram vários derivados, como a polpa, farinha, óleo, castanha e pequi em conserva.

A “cerveja de pequi”, já produzida, é prova disso e o fruto nativo também tem sido usado como matéria-prima para produtos medicinais.

Ao mesmo tempo em que ganha fama com a disputa de três estados em torno da sua produção, o comércio de pequi é feito com pouco registro oficial, à base da informalidade. O fruto faz parte da chamada economia invisível, que virou tábua de salvação para milhões de pessoas superarem a pandemia.


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