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Goiânia, 08/11/26
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Mulheres relatam episódios de assédio, importunação sexual e violência psicológica; religioso foi desligado de todas as funções na igreja após reunião da diretoria

Assembleia de Deus Ministério Fama afasta pastor após denúncias de abuso sexual em Goiânia

08/11/2026, às 10:10 · Por Redação

A Assembleia de Deus Ministério Fama, em Goiânia, afastou um pastor acusado de cometer abusos sexuais contra mulheres que frequentavam a instituição religiosa. A decisão foi tomada na terça-feira (3/11), após a direção da igreja receber denúncias envolvendo o religioso, que exercia uma função de liderança no departamento de jovens. Entre as acusações estão relatos de assédio, importunação sexual, violência psicológica e estupro.

O caso ganhou repercussão após a estudante de Direito e influenciadora Bruna Suyane divulgar um vídeo nas redes sociais no qual afirma ter sido vítima de toques indevidos praticados pelo pastor. Segundo ela, ao questionar o comportamento, recebeu como justificativa que o religioso demonstrava apenas um “excesso de carinho”.

Em seu relato, Bruna afirmou que o pastor utilizava argumentos religiosos para justificar as condutas e exigir obediência das mulheres. A estudante também compartilhou denúncias de outras possíveis vítimas, que teriam sofrido abordagens de natureza sexual durante atendimentos no gabinete pastoral.

Conforme informações divulgadas pelo portal Mais Goiás, algumas mulheres relataram que foram orientadas a retirar as roupas sob a justificativa de que o religioso precisava examinar seus corpos. Outras afirmaram que teriam sido instruídas a tocar as partes íntimas do pastor como uma suposta preparação para o casamento.

A influenciadora informou que registrou um boletim de ocorrência e que outras três mulheres também procuraram as autoridades. Uma das denunciantes confirmou ao Mais Goiás que esteve em uma delegacia acompanhada de outras possíveis vítimas. Ela também relatou ter sofrido pressões para não comentar publicamente os episódios.

Igreja confirma afastamento do pastor
Em comunicado divulgado na sexta-feira (6/11), a Assembleia de Deus Ministério Fama informou que a decisão de afastar o religioso ocorreu durante uma reunião extraordinária realizada na terça-feira (3), às 21h. Participaram do encontro o presidente da instituição, integrantes da diretoria e líderes da Rede da Juventude. Segundo a igreja, o pastor foi substituído no departamento que comandava e desligado de todas as funções eclesiásticas, inclusive do cargo pastoral. 

A instituição afirmou que a medida foi adotada após a apresentação de fatos considerados graves à liderança. “Ressaltamos que a Igreja está acompanhando o caso de perto e tomando todas as providências cabíveis, com a devida seriedade e responsabilidade”, declarou a instituição em nota. A direção também reafirmou seu compromisso com a transparência e o cuidado com os integrantes da denominação. O comunicado, no entanto, não identificou o religioso nem esclareceu se as denúncias foram encaminhadas à Polícia Civil ou ao Ministério Público.

Tentativas de silenciamento
Além das acusações contra o pastor, mulheres que relataram os episódios afirmam que pessoas ligadas à instituição teriam tentado impedir a divulgação dos casos. Bruna Suyane também mencionou essa suspeita no vídeo publicado nas redes sociais. A igreja não falou especificamente sobre essas alegações no comunicado. O pastor envolvido nas acusações não se pronunciou sobre o caso.


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