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Direção inicia recuperação da sede em Goiânia com apoio de voluntários, enquanto disputa judicial com a Prefeitura sobre a desapropriação do imóvel permanece sem definição
Jóquei Clube de Goiás prepara retomada de atividades e estuda carnaval de blocos em 2027
06/11/2026, às 11:52 · Por Redação
O Jóquei Clube de Goiás pretende retomar gradualmente as atividades esportivas e culturais em sua sede, no Centro de Goiânia, e estuda a possibilidade de receber blocos de carnaval em 2027. O planejamento ocorre em meio à disputa judicial com a Prefeitura pela desapropriação do imóvel. Segundo informações do Jornal Opção, a direção da associação iniciou nesta quinta-feira (5/11) uma etapa de limpeza e organização do patrimônio, com o objetivo de preparar os espaços para uma possível reabertura.
A iniciativa faz parte do programa Jóquei em Ação, que reúne 30 profissionais voluntários de áreas como engenharia, arquitetura, administração, contabilidade, publicidade e direito. O grupo atua na reorganização da entidade e na elaboração de propostas para recuperar a estrutura. Entre as primeiras medidas estão a catalogação de documentos, troféus e registros históricos, além da digitalização do acervo.
Em entrevista ao Jornal Opção, a presidente do clube, Nivea de Paula, explicou que a recuperação ocorrerá conforme a disponibilidade de recursos. A associação enfrenta limitações financeiras e, neste momento, não dispõe de condições para executar uma reforma completa. A estratégia é recuperar os ambientes por etapas e avaliar quais atividades poderão ser retomadas antes da conclusão do processo judicial.
Uma das propostas em análise é a realização de eventos carnavalescos na sede em 2027. A direção considera a possibilidade de receber blocos como forma de recuperar parte da tradição do clube, que durante décadas sediou festas e encontros sociais na capital.
“Estamos pensando no carnaval de 2027, tentando viabilizar talvez um carnaval de blocos. Goiânia tem essa tradição. Talvez possamos fazer uma parte dele no Jóquei Clube, para resgatar a memória do carnaval na cidade, em outro formato, por meio dos blocos”, afirmou Nivea ao Jornal Opção.
Desapropriação segue em disputa judicial
Apesar dos planos de reativação, o futuro da sede permanece condicionado ao andamento da ação de desapropriação movida pela Prefeitura de Goiânia. A Justiça determinou a realização de uma perícia para avaliar o imóvel, mas ainda não há data definida para o procedimento. As partes já apresentaram seus questionamentos técnicos e indicaram profissionais para acompanhar a avaliação.
Outro ponto da disputa envolve o valor da indenização. Segundo a presidente, o município depositou inicialmente R$ 4 milhões para obter a posse da propriedade. Entretanto, uma decisão judicial de dezembro de 2025 condicionou a transferência da posse ao depósito integral de R$ 55 milhões. A Prefeitura recorreu, mas não conseguiu suspender os efeitos da determinação, e a discussão permanece na segunda instância.
A direção do Jóquei também questiona a possibilidade de compensar a indenização com dívidas tributárias atribuídas à associação. Nivea sustenta que parte das cobranças está relacionada ao período em que a Faculdade Padrão administrava imóveis da instituição e defende a revisão da responsabilidade pelos débitos.
A associação também contesta a cobrança de IPTU sobre o Hipódromo da Lagoinha. De acordo com a presidente, o imóvel é tombado desde 2008 e possui uma área de preservação ambiental, fatores que, na avaliação da entidade, deveriam ser considerados na tributação. Caso a desapropriação seja concluída e a indenização paga, a direção pretende utilizar os recursos para construir outra estrutura e manter as atividades da instituição.
Jóquei Clube Carnaval Goiânia Goiás,

