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Goiânia, 07/11/26
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Jogadores estão há quase quatro meses sem receber salários, direitos de imagem e premiações. Cerca de 30 torcedores foram à sede do clube cobrar providências da diretoria, em meio à disputa por uma vaga no G-6 da Série B

Crise financeira leva elenco do Goiás a paralisar treino e torcida protesta na Serrinha

06/11/2026, às 11:30 · Por Redação


A crise financeira do Goiás Esporte Clube ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (5). Com aproximadamente quatro meses de salários atrasados, os jogadores não realizaram o treinamento previsto para a manhã no CT Edmo Pinheiro, em protesto contra a falta de pagamento. A insatisfação também mobilizou torcedores, que foram à Serrinha cobrar explicações da diretoria.

Cerca de 30 torcedores, entre eles integrantes da organizada Força Jovem, compareceram à sede administrativa do clube. O grupo teve autorização para entrar e representantes participaram de uma reunião com o presidente executivo, Munir Calixto. Os jogadores também estavam no local, mas não foram alvo das cobranças, que foram direcionadas à administração.

A situação envolve atrasos nos salários registrados em carteira, direitos de imagem e premiações por vitórias. O técnico Mozart Santos já havia revelado publicamente o problema após a vitória por 2 a 1 sobre o CRB, na segunda-feira (2). Na ocasião, afirmou que jogadores e comissão técnica estavam há quase quatro meses sem receber.

A paralisação desta quinta-feira aumentou a pressão sobre a diretoria justamente na reta final da Série B, quando o Goiás ainda disputa uma vaga no grupo dos seis primeiros colocados, que garante participação nos playoffs de acesso à Série A.
Empréstimo não foi concretizado
Durante a reunião com os torcedores, a diretoria apresentou informações sobre as dificuldades para conseguir recursos destinados à regularização dos pagamentos. Uma operação de empréstimo de R$ 11,4 milhões junto ao Banco de Brasília (BRB), considerada uma alternativa para aliviar a situação financeira, ainda não havia sido concretizada.

Segundo o presidente da Força Jovem, Kioma, não foi apresentada uma data para o pagamento dos valores devidos aos jogadores e funcionários. O representante também relatou dificuldades no abastecimento de itens básicos para o funcionamento do centro de treinamento.

A situação financeira do clube já vinha sendo questionada há meses. Em setembro, os jogadores chegaram a adotar silêncio após uma partida, recusando entrevistas como forma de protesto contra os atrasos. Naquele período, funcionários de outros setores também registravam pendências salariais.
Goiás tenta acesso em meio à crise
Dentro de campo, o cenário é diferente. O Goiás vive uma sequência positiva, com quatro vitórias e um empate nas últimas cinco partidas. A vitória sobre o CRB levou a equipe aos 55 pontos, na sétima colocação, empatada com o próprio adversário, que ocupa o sexto lugar.

Restam duas rodadas para o encerramento da primeira fase. O próximo compromisso será neste domingo (8), contra a Ponte Preta, às 19h15, na Serrinha. Na última rodada, o Esmeraldino enfrenta o Sport, em Recife.

O elenco deve retomar os treinamentos nesta sexta-feira (6), enquanto a diretoria segue pressionada a encontrar uma solução para os compromissos financeiros com atletas e funcionários.

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