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Goiânia, 07/11/26
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Data marca uma série de homenagens à cantora goiana, com relançamento de álbum em vinil, série documental, filme previsto para 2027 e levantamento que mostra a permanência de suas músicas entre as mais executadas e regravadas do país

Cinco anos após sua morte, Marília Mendonça segue como referência da música sertaneja

05/11/2026, às 13:48 · Por Redação

Nesta quinta-feira (5/11), completam-se cinco anos da morte de Marília Mendonça, uma das artistas mais importantes da música sertaneja brasileira. Vítima de um acidente aéreo em Minas Gerais, em 5 de novembro de 2021, aos 26 anos, a cantora deixou uma trajetória marcada por sucessos, recordes e mudanças na forma de representar as mulheres na música.

Mesmo após sua morte, a voz e as composições da artista continuam presentes no cotidiano dos brasileiros. Em 2026, uma série de iniciativas tem reforçado a preservação de seu legado, com lançamentos, homenagens e produções audiovisuais dedicadas à sua história.

Entre as novidades está o relançamento em vinil do álbum Marília Mendonça Ao Vivo, trabalho de estreia que consolidou a cantora nacionalmente com músicas como Infiel, Como Faz Com Ela, Sentimento Louco e Alô Porteiro. A edição especial é uma parceria da Som Livre com a Workshow e o Selo Massa, com capa exclusiva, encarte e tiragem limitada.

Outra homenagem é a série documental Marília Mendonça: Sentimento Louco, lançada em outubro no Prime Video. Dirigida por Susanna Lira, a produção apresenta diferentes aspectos da vida pessoal e profissional da cantora, reunindo imagens de arquivo, gravações caseiras e depoimentos de familiares e artistas que conviveram com ela.

A roteirista goiana Fabiana Assis integra a equipe responsável pela produção e destaca a influência de Marília na transformação da música sertaneja, especialmente pela introdução de perspectivas femininas nas composições.

Segundo Fabiana, a cantora modificou a construção das narrativas do gênero ao colocar as mulheres no centro das histórias. Um exemplo é Infiel, em que a personagem feminina conversa diretamente com outra mulher sobre uma situação de traição.

A influência também alcançou os artistas homens. Antes mesmo de conquistar projeção nacional como intérprete, Marília já compunha para duplas sertanejas masculinas, imprimindo às letras uma perspectiva diferente sobre relacionamentos e sentimentos.

Filme terá gravações em Goiânia

A trajetória da cantora também chegará ao cinema. A Amazon assinou um acordo de licenciamento que prevê a produção do filme Marília, com a atriz goiana Marina Versos no papel principal.

O elenco conta ainda com Hermila Guedes, Klara Castanho, Sophia Valverde e Marcelo Serrado. As gravações foram concluídas em setembro, com cenas realizadas em Goiânia, incluindo o Centro Cultural Oscar Niemeyer e a Praça do Ratinho, além de locações em São Paulo. A estreia está prevista para 2027.

A importância da artista também é reconhecida por outros nomes da música brasileira. Giovani, da dupla Gian e Giovani, destacou a contribuição de Marília para o sertanejo e a permanência de sua obra na memória do público.

Na série documental, artistas como João Neto e Frederico, Maiara e Maraisa, Paula Fernandes, Murilo Huff e Felipe Araújo também compartilham lembranças e depoimentos sobre a cantora. Zezé Di Camargo a definiu como um dos maiores fenômenos da música brasileira.

Números reforçam permanência do legado

Um levantamento divulgado pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), na quarta-feira (4), mostra a dimensão da obra deixada pela cantora. Marília possui 349 obras musicais e 547 gravações cadastradas no banco de dados da gestão coletiva no Brasil.

Entre as composições mais executadas e regravadas nos últimos cinco anos estão Até Você Voltar, Infiel, A Flor e o Beija-Flor, Todo Mundo Menos Você e Presepada.

Outro destaque é Leão, lançada em dezembro de 2022, que se tornou a música mais ouvida da história das plataformas digitais no Brasil.

A produção de novos lançamentos também deve continuar nos próximos anos. Em entrevista ao podcast do g1, Wander Oliveira, proprietário da Workshow, empresa que administra a obra da cantora, afirmou que a estratégia é trabalhar cerca de dez músicas por ano e que existe material disponível para lançamentos por aproximadamente duas décadas.

A mãe da artista, Dona Ruth, também revelou que já começaram as negociações para a realização de um musical sobre a vida da filha.

Marília deixou um filho, Léo, fruto de seu relacionamento com o cantor Murilo Huff. Cinco anos depois de sua partida, sua obra permanece como uma das mais reconhecidas da música brasileira.


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