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Goiânia, 03/11/26
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Ian Caetano de Oliveira morreu aos 32 anos, na sexta-feira (30/10), em Goiânia

Morre aos 32 anos Ian Caetano de Oliveira, ativista e pesquisador goiano

31/10/2026, às 12:28 · Por Redação

O sociólogo, pesquisador e ativista Ian Caetano de Oliveira morreu aos 32 anos, na sexta-feira (30/10), em Goiânia. Ele estava internado havia alguns dias em uma unidade de saúde. Conhecido pela participação em movimentos sociais e pela produção acadêmica, Ian também atuou como escritor, tradutor e editor. A causa da morte não foi divulgada.

Ian ganhou projeção em 2013, quando participou da organização de manifestações contra o aumento da tarifa do transporte coletivo em Goiânia. Aos 17 anos, integrou a coordenação da Frente de Luta do Transporte Público (FLTP), movimento que mobilizou estudantes e trabalhadores antes da onda de protestos que se espalhou pelo Brasil naquele ano.

Em 2014, o ativista chegou a ser preso preventivamente durante a Operação 2,80, conduzida pela Polícia Civil para investigar episódios ocorridos durante as manifestações. Após cerca de uma semana de detenção, ele e outros dois jovens foram libertados por decisão do Tribunal de Justiça de Goiás.

Formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Goiás (UFG), em 2015, Ian concluiu o mestrado em Sociologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em 2018. Também ingressou no doutorado em Ciência Política na mesma instituição. Suas pesquisas abordaram movimentos sociais, repressão e produção de conhecimento.

Além da atuação acadêmica, Ian participou de projetos editoriais, publicou textos sobre literatura, cinema e política e trabalhou na tradução de obras. Entre suas atividades estava a participação na Escultura Produções Editoriais, iniciativa voltada à publicação de livros.

A Faculdade de Ciências Sociais da UFG divulgou uma nota de pesar pela morte do ex-aluno. A instituição destacou sua participação na vida universitária e o envolvimento com causas sociais. O professor Francisco Mata Machado Tavares, que orientou Ian durante a graduação, recordou o pesquisador como “um rapaz doce, terno, sensível, inquieto e muito inteligente”.


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