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Goiânia, 22/10/26
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Presidente estadual da legenda, deputada federal reeleita Adriana Accorsi anuncia criação da tendência Força Popular após rompimento com a Articulação e cobra maior aproximação com movimentos sociais

Adriana Accorsi defende renovação do PT em Goiás

21/10/2026, às 09:20 · Por Redação

A presidente do PT em Goiás, deputada federal reeleita Adriana Accorsi, defende uma reformulação do partido para recuperar a proximidade com os movimentos sociais e a população das periferias. A parlamentar considera necessário um processo de “reoxigenação” da legenda, independentemente do resultado do segundo turno da eleição presidencial, disputado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ela, a atuação partidária precisa priorizar o contato com as comunidades e a participação nas demandas da população.

A avaliação ocorre em meio a mudanças na organização interna do PT goiano. Adriana anunciou o rompimento com a tendência Articulação, grupo do qual fazia parte, e a criação da Força Popular. A decisão, segundo a deputada, está relacionada a divergências sobre a condução política da legenda e a tentativas de interferência em sua atuação parlamentar. À coluna Giro, do jornal O Popular, Adriana defendeu uma mudança na relação do partido com a sociedade. “É sair do gabinete, sair do ar-condicionado e estar junto do povo”, afirmou.

Na avaliação da dirigente, o PT precisa retomar a presença nas comunidades e ampliar o diálogo com setores que historicamente integram sua base de apoio. A parlamentar também aponta a necessidade de adaptar a organização partidária às transformações do cenário político. Para Adriana, a aproximação com os movimentos sociais não deve ficar restrita ao período eleitoral, mas fazer parte da atuação permanente de dirigentes e representantes da legenda.

Ao justificar a proposta, Adriana utiliza sua trajetória nas eleições de 2026 e na disputa pelo comando estadual do partido. Reeleita deputada federal, ela destaca que foi a mulher mais votada de Goiás e conquistou a presidência estadual do PT com 95% dos votos na eleição interna. Segundo a parlamentar, os resultados refletem uma estratégia de aproximação com os eleitores por meio de caminhadas, reuniões e visitas às comunidades.

Ela sustenta que a presença nas ruas permite compreender demandas que nem sempre chegam aos dirigentes partidários por meio das estruturas institucionais. “Quem fez caminhada na periferia? Só eu. Quem fez reunião na comunidade, em qualquer lugar deste estado, nas comunidades mais humildes, mais vulneráveis? Eu. Então, eu senti que era preciso o PT retomar esse contato direto”, declarou.

A deputada considera que a experiência eleitoral reforça a necessidade de uma revisão das práticas adotadas pelo partido. Na avaliação dela, o diálogo com a população deve orientar tanto a formulação de propostas quanto a atuação política dos representantes petistas.


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