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João Vítor Silva Oliveira cursava Engenharia Civil e treinava no 4º Batalhão da Polícia Militar; atleta recebeu homenagens de professores e colegas de equipe
Lutador de jiu-jitsu morre aos 21 anos em Anápolis após agravamento de quadro de saúde
20/10/2026, às 09:10 · Por Redação
O lutador de jiu-jitsu João Vítor Silva Oliveira, de 21 anos, morreu após o agravamento de seu estado de saúde, em Anápolis, na região central de Goiás. A morte, divulgada nesta segunda-feira (19/10), provocou manifestações de pesar entre familiares, amigos e integrantes da comunidade esportiva. Estudante de Engenharia Civil, o jovem fazia parte da equipe Bons Frutos e participava de treinamentos no Centro de Treinamento Arena do 4º Batalhão da Polícia Militar.
João Vítor apresentou dores na região lombar e na parte posterior da coxa, o que levou ao diagnóstico de um problema relacionado ao nervo ciático. Posteriormente, o atleta precisou retornar ao hospital, onde os médicos identificaram um princípio de pneumonia e uma infecção nos rins. O quadro clínico se agravou e exigiu suporte respiratório.
Ao G1 Goiás, o professor Daniel Oliveira relatou que o comprometimento dos pulmões afetou o funcionamento de outros órgãos. “Ele teve que ser entubado de forma parcial, porque o pulmão dele estava muito comprometido e estava forçando muito os outros órgãos”, afirmou. A causa oficial da morte não havia sido divulgada.
Segundo informações repassadas pela família ao jornal O Popular, João Vítor também tinha doença de Crohn, condição inflamatória crônica que afeta o sistema digestivo. Familiares relataram que o jovem havia sido internado na sexta-feira (16), após se machucar durante uma luta, e apresentou piora do estado de saúde nos dias seguintes. A relação entre a lesão e as complicações clínicas não foi estabelecida oficialmente.
João Vítor praticava jiu-jitsu no centro de treinamento havia aproximadamente dois anos. Durante esse período, desenvolveu uma relação de amizade com o professor Daniel Oliveira, que acompanhava sua evolução no esporte e compartilhava momentos da rotina com o aluno.
Em entrevista ao G1, Daniel contou que o jovem conciliava os treinos com o trabalho e os estudos. Para cumprir os compromissos, João Vítor frequentava as aulas de jiu-jitsu no início da manhã, antes de seguir para as demais atividades do dia. “A gente conversava bastante. Como ele treinava no período da manhã e o treino terminava às 7h, ele precisava tomar banho e ir trabalhar. Eu dava carona para ele até a casa dele”, relatou o professor.
Nas redes sociais, Daniel também publicou uma homenagem ao aluno e recordou sua dedicação aos objetivos pessoais e profissionais. “Obrigado pelo privilégio de ter passado esse tempo por minha vida”, escreveu. Além da prática esportiva, João Vítor cursava Engenharia Civil e mantinha planos relacionados à formação acadêmica. Amigos e colegas de trabalho também manifestaram pesar pela morte e compartilharam lembranças da convivência com o jovem.
Pesar
A equipe Bons Frutos e o Centro de Treinamento Arena do 4º Batalhão da Polícia Militar suspenderam as atividades de segunda-feira (19) em respeito à morte do atleta. Nas redes sociais, o centro de treinamento publicou uma mensagem de despedida e destacou os vínculos construídos entre os praticantes da modalidade. “Hoje, o tatame que tantas vezes recebeu seus passos e sua dedicação se une em silêncio e respeito à sua memória. O Jiu-Jitsu nos ensina que somos adversários durante a luta, mas irmãos dentro e fora do tatame”, informou a instituição.
Como forma de homenagem, os professores decidiram conceder simbolicamente a faixa-preta a João Vítor, que era faixa azul. A graduação póstuma foi organizada para reconhecer sua trajetória na equipe e prestar solidariedade aos familiares. “Ele é faixa azul e será graduado postumamente à faixa preta. Será uma graduação fúnebre, em homenagem a ele. A gente vai entregar a faixa à mãe e ao pai dele”, explicou Daniel Oliveira ao G1.
O velório e sepultamento ocorreram nesta segunda-feira (19) em Anápolis.
João Vítor Silva Oliveira Anápolis Goiás,
