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Protestos ocorreram em bairros da capital goiana e em cidades de diferentes regiões do país; mobilização foi convocada pelo deputado federal André Janones, aliado do presidente Lula
Goiânia registra panelaço contra Flávio Bolsonaro durante entrevista à TV Globo
17/10/2026, às 11:22 · Por Redação
Moradores de Goiânia promoveram um panelaço contra o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) na noite desta sexta-feira (16/10), durante a entrevista concedida pelo senador à TV Globo. O protesto ocorreu após a exibição do Jornal Nacional e foi registrado em vídeos que circularam pelas redes sociais. Das janelas e sacadas de edifícios residenciais, manifestantes bateram panelas e gritaram palavras de ordem contra o candidato, que disputa o segundo turno das eleições com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na capital goiana, a manifestação foi registrada nos setores Bueno, Oeste e Criméia Leste. As gravações mostram o barulho de utensílios domésticos entre os prédios, em uma mobilização que coincidiu com o início da entrevista de Flávio Bolsonaro, conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, por volta das 21h15. O panelaço também ganhou repercussão nacional. Além de Goiânia, moradores de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza e outras cidades participaram de manifestações semelhantes.
Convocação
A manifestação foi impulsionada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que utilizou suas redes sociais e o canal de WhatsApp denominado "Exército do Lula" para convocar apoiadores do presidente a protestar durante a participação de Flávio Bolsonaro na televisão. A convocação ocorreu em meio à disputa eleitoral entre os dois candidatos, que se enfrentam no segundo turno marcado para 25 de outubro.
A proposta era que os participantes utilizassem panelas e outros utensílios domésticos para manifestar oposição ao senador do PL durante a transmissão. "Hoje, às 21h, o Brasil inteiro, de ponta a ponta, vai bater panela enquanto o nosso adversário, que eu nem falo o nome, estiver dando entrevista lá na Globo", declarou Janones em vídeo divulgado nas redes sociais.
A mobilização ganhou adesão em diferentes regiões do país. Em São Paulo, houve registros de protestos nos bairros de Pinheiros, Perdizes, Barra Funda, Vila Mariana, Vila Madalena, Butantã e República, entre outros. No Rio de Janeiro, moradores de Copacabana, Botafogo, Tijuca, Flamengo e Laranjeiras também participaram do panelaço. Manifestações semelhantes ocorreram em Brasília, Recife e Fortaleza.
Redes sociais
A repercussão dos panelaços ultrapassou as ruas e os edifícios residenciais. Vídeos publicados por moradores passaram a circular nas plataformas digitais durante a entrevista, com registros do barulho de panelas e gritos contra o candidato do PL. O assunto alcançou a terceira posição entre os temas mais comentados do X, antigo Twitter, na noite de sexta-feira. A expressão "Hoje vou bater panela" esteve entre as publicações relacionadas à manifestação.
A mobilização também resgatou uma forma de protesto utilizada em diferentes momentos da política brasileira. Os panelaços ganharam projeção nacional durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), especialmente em manifestações contrárias à sua administração. Desta vez, o ato foi organizado por apoiadores de Lula e teve como alvo Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O protesto ocorreu durante a exposição do candidato na televisão, em uma das etapas da campanha presidencial.
Entrevistas
A TV Globo realizou entrevistas com os dois candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial. Na quinta-feira (15/10), o presidente Lula participou da sabatina conduzida por Renata Lo Prete. Na sexta-feira, foi a vez de Flávio Bolsonaro apresentar suas propostas e responder a perguntas sobre temas nacionais. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio com representantes das campanhas. Durante sua participação, o candidato do PL abordou questões econômicas, programas sociais, relações institucionais e a eventual participação de familiares em um futuro governo.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro, após nenhum dos candidatos alcançar a maioria dos votos válidos na votação de 4 de outubro. Em Goiânia, o panelaço demonstrou a participação de moradores da capital na mobilização convocada nacionalmente contra Flávio Bolsonaro. Os registros confirmam a ocorrência dos protestos em diferentes bairros, mas não há levantamento que permita dimensionar o número de participantes.
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