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Goiânia, 15/10/26
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Negociação com a Cedro Participações antecipa parcelas de 2027 e 2028 e prevê desconto de R$ 15 milhões; projeto para autorizar pagamento será enviado à Assembleia Legislativa

Governo de Goiás prevê entrada de R$ 260 milhões para compra da nova sede do Hugo

14/10/2026, às 10:53 · Por Redação

O Governo de Goiás pretende pagar cerca de R$ 260 milhões em novembro deste ano como entrada para a aquisição do prédio que abrigará a nova sede do Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo), em Goiânia. O valor representa mais que o triplo dos R$ 83,3 milhões previstos inicialmente para o primeiro pagamento. A mudança faz parte de uma renegociação com a Cedro Participações, proprietária do imóvel, que prevê a antecipação de parcelas, redução do prazo de quitação e desconto de aproximadamente R$ 15 milhões no preço final da operação.

A alteração foi confirmada pelo governador Daniel Vilela (MDB), que informou a intenção de efetuar o primeiro repasse ainda em novembro. Para viabilizar o pagamento, o Executivo estadual encaminhará à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), nesta semana, um projeto de lei que autoriza a abertura de crédito especial destinado à aquisição do imóvel.

Segundo informações publicadas pelo jornal O Popular, a Secretaria de Estado da Economia confirmou a definição de um novo cronograma financeiro, mas não apresentou os valores de cada parcela porque a negociação ainda depende de formalização. A proposta modifica as condições anunciadas em julho, quando o governo previa desembolsar R$ 500 milhões em seis parcelas anuais.

Pelo modelo em discussão, o Estado concentrará parte dos pagamentos em 2026, com a antecipação de toda a parcela prevista para 2027 e de uma fração do valor que seria pago em 2028. Dessa forma, não haverá desembolso referente à aquisição no próximo ano, enquanto os pagamentos restantes ficarão distribuídos entre 2028 e 2029. O desconto estimado em R$ 15 milhões será aplicado à última parcela, conforme as condições negociadas com a empresa proprietária do prédio. A antecipação dos recursos representa uma mudança na estratégia de financiamento adotada pelo governo para concluir a compra.

Quando anunciou a aquisição, em 8 de julho, Daniel Vilela apresentou um modelo de pagamento dividido em seis parcelas, com valores anuais próximos de R$ 83,3 milhões. Em setembro, o Executivo já havia iniciado tratativas para elevar a entrada a aproximadamente R$ 154 milhões e reduzir o número de repasses para quatro. A nova negociação amplia novamente o desembolso inicial, que deverá alcançar R$ 260 milhões. Com isso, o Estado pretende diminuir os compromissos financeiros dos próximos exercícios e obter abatimento no valor total da transação.

A Secretaria da Economia informou que o projeto de lei será enviado ao Legislativo porque a aquisição não possui dotação orçamentária específica no orçamento vigente. Nesse caso, a abertura de crédito especial depende de autorização por lei. A necessidade da proposta representa uma mudança em relação ao entendimento apresentado em julho, quando o governo afirmava que uma portaria de suplementação orçamentária seria suficiente para autorizar o pagamento.

No Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, encaminhado à Alego no fim de setembro, o Executivo incluiu a rubrica "aquisição e estruturação da nova sede do Hugo", com previsão inicial de R$ 30 mil. O valor permite a existência de uma dotação específica, que poderá receber suplementação caso haja necessidade de despesas relacionadas ao imóvel no próximo ano.

Novo Hugo 
Localizado no Conjunto Fabiana, em Goiânia, o imóvel possui 11 pavimentos e aproximadamente 47 mil metros quadrados de área construída. A estrutura foi projetada inicialmente para receber uma unidade de tratamento oncológico, mas passou a integrar os planos do governo estadual após a interrupção do empreendimento original. De acordo com o Executivo, a nova sede do Hugo terá capacidade para 531 leitos, distribuídos entre unidades de terapia intensiva (UTIs), enfermarias, apartamentos, observação e estabilização.

O projeto também prevê 20 salas cirúrgicas, o dobro da quantidade existente no hospital que funciona atualmente no Setor Pedro Ludovico. O governo informou que serão necessárias intervenções em aproximadamente 11 mil metros quadrados para adaptar o imóvel ao atendimento de urgência e emergência. As obras deverão contemplar mudanças na estrutura física e nos espaços destinados à assistência hospitalar.

A previsão da SES é concluir as adequações até o fim de março de 2027. Após a entrega definitiva do prédio, será necessário um período de aproximadamente seis semanas para organizar o início das atividades. Com esse cronograma, a expectativa é que a unidade comece a funcionar de forma gradual em meados de maio de 2027, com transferência dos serviços por etapas.


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