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Goiânia, 15/10/26
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Manifestação na Praça Universitária terá concentração a partir das 16h; organizadores esperam repetir a mobilização de domingo (11), que reuniu milhares de apoiadores do presidente

Guilherme Boulos participa de ato pró-Lula nesta quarta-feira em Goiânia

14/10/2026, às 10:28 · Por Redação

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, participa nesta quarta-feira (14/10) de uma manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Goiânia. O ato será realizado na Praça Universitária, com concentração a partir das 16h e discurso do ministro previsto para as 18h30. Organizado por lideranças estudantis, o encontro integra uma série de atividades da campanha petista em Goiás para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, quando Lula enfrentará o senador Flávio Bolsonaro (PL).

A mobilização ocorre três dias após uma caminhada que reuniu apoiadores do presidente na região central da capital. No domingo (11), os participantes saíram da Praça Universitária, percorreram a Avenida Universitária e a Rua 10 e encerraram o trajeto na Praça Cívica. Os organizadores estimam que entre 50 mil e 60 mil pessoas tenham comparecido à manifestação. O número, no entanto, corresponde à avaliação da organização e não foi apresentado como resultado de uma contagem independente.

Esta será a segunda visita de Boulos a Goiás durante o período eleitoral. O ministro esteve em Goiânia em 3 de setembro, quando participou de um encontro com aliados políticos. Desta vez, sua presença faz parte da programação organizada por movimentos estudantis e representantes de partidos que apoiam a candidatura de Lula.

Vice-presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) e secretário da Juventude do PT de Goiânia, Felipe Andrade afirma que a intenção é manter o nível de participação registrado no último fim de semana. Ele integra a organização das manifestações e considera que o ato anterior demonstrou a capacidade de mobilização dos apoiadores do presidente na capital. "No domingo levamos dezenas de milhares de pessoas para as ruas de Goiânia, um feito que a esquerda goianiense não conseguia há muito tempo", afirmou ao jornal O Popular.

Segundo Andrade, a expectativa é repetir a presença de público nesta quarta-feira, "tendo em vista a necessidade de mobilizar as pessoas e conscientizar da importância da reeleição do Lula".

Manifestações em Goiás
Coordenador da campanha presidencial do PT em Goiás no segundo turno, o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno afirma que o número de atividades organizadas por apoiadores ultrapassou a capacidade de planejamento da direção partidária. Candidato ao Governo de Goiás nas eleições deste ano, ele relata que parte dos atos surgiu por iniciativa de estudantes e integrantes de movimentos sociais. "A campanha atropelou a direção. A direção não consegue mais controlar o tanto de atos que estão acontecendo", declarou.

De acordo com Luis Cesar, a manifestação de domingo também apresentou dificuldades relacionadas à distribuição de materiais de campanha. Segundo ele, a quantidade de adesivos e outros itens disponíveis não foi suficiente para atender à procura dos participantes. O ex-deputado relatou que estudantes chegaram a comercializar adesivos por R$ 5 e R$ 10 para financiar a produção de novos materiais, enquanto a organização aguardava a chegada de outra remessa.

A coordenação estadual busca agora organizar um calendário para reunir as atividades promovidas por apoiadores em mais de cem municípios goianos. Conforme Luis Cesar, a participação nos atos se estendeu a professores, servidores públicos e representantes de outros segmentos da sociedade. Ele atribui esse envolvimento a preocupações com temas como direitos trabalhistas, educação, crescimento econômico e soberania nacional. As motivações citadas refletem a avaliação do coordenador sobre os participantes das manifestações.

Secretário adjunto da Juventude do PT em Goiás, Marcos Soares também destaca a atuação dos movimentos estudantis e de jovens sem filiação partidária na organização das atividades. "A ideia é que esses atos cresçam não só em Goiânia, mas no Brasil inteiro e em todo o Estado", afirmou.

Novos atos estão previstos até domingo
Além da manifestação desta quarta-feira, a programação divulgada pelas lideranças inclui outras duas atividades em Goiânia. No sábado (17), está prevista uma caminhada organizada por mulheres, com saída da Praça Cívica e destino à Praça do Trabalhador. Para domingo (18), Marcos Soares anunciou outra manifestação na Praça Universitária, que deverá reunir apoiadores da candidatura de Lula. A coordenação estadual também prepara um encontro com representantes de partidos que não integraram a campanha petista no primeiro turno.

Segundo Luis Cesar Bueno, a articulação envolve parlamentares e dirigentes do PSDB, União Brasil e MDB. O ex-deputado afirma que alguns políticos dessas legendas manifestaram disposição para participar das atividades da campanha presidencial, mas os nomes ainda não serão divulgados a pedido dos próprios envolvidos. Até o momento, não há confirmação pública das adesões mencionadas pelo coordenador.

Diálogo com eleitores
A mobilização ocorre em um estado no qual candidatos de direita obtiveram resultados expressivos nas últimas disputas presidenciais. Diante desse cenário, representantes da campanha de Lula afirmam que pretendem ampliar as conversas com eleitores que não apoiaram o presidente no primeiro turno. Luis Cesar Bueno diz que a campanha tem recebido pessoas identificadas com setores da direita que não se consideram alinhadas ao bolsonarismo. Segundo ele, parte desse público passou a procurar representantes petistas durante a disputa do segundo turno.

Marcos Soares menciona a trajetória do PT na administração de Goiânia para sustentar a possibilidade de diálogo com eleitores de diferentes posições políticas. O partido governou a capital com Darci Accorsi, Pedro Wilson e Paulo Garcia. "Esse eleitorado pode ter se voltado à direita, mas estamos usando o diálogo para mostrar que o lado do presidente Lula também tem pontos para oferecer, como o fim da escala 6x1 e a pauta favorável ao trabalhador", afirmou.

Felipe Andrade, por sua vez, cita os votos destinados a outras candidaturas presidenciais no primeiro turno. Segundo o dirigente estudantil, esse grupo representou mais de 14% dos votos em Goiás e passou a receber atenção dos organizadores dos atos. "Temos tentado e conseguido dialogar com essa parcela importante do eleitorado", declarou.

Luis Cesar também recorre ao histórico eleitoral de Goiânia para comentar as manifestações. Ele lembra que o PT realizou mobilizações de rua nas campanhas municipais que resultaram nas eleições de Darci Accorsi, Pedro Wilson e Paulo Garcia. "Eles entendiam que Goiás era propriedade deles, que pensamento mais progressista aqui não se cria. Aí eles se assustaram com as manifestações que estão ocorrendo em todas as cidades", afirmou o ex-deputado.


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