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PT em Goiás denunciou, nesta segunda-feira (12/10), uma restrição imposta pela Meta ao perfil da legenda nas redes sociais
PT de Goiás denuncia restrição de perfil pela Meta e recorre à Justiça Eleitoral
13/10/2026, às 08:56 · Por Redação
O Partido dos Trabalhadores (PT) em Goiás denunciou, nesta segunda-feira (12/10), uma restrição imposta pela Meta ao perfil da legenda nas redes sociais. A medida ocorreu a 13 dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, e levou a direção estadual do partido a buscar providências na Justiça Eleitoral. Em nota, a deputada federal e presidente do PT goiano, Delegada Adriana Accorsi, classificou a situação como um boicote à comunicação partidária e cobrou explicações da empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp.
O bloqueio de funcionalidades da conta ocorreu em meio à campanha presidencial, disputada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). O episódio também provocou manifestações de integrantes e apoiadores da legenda nas redes sociais, que questionaram os critérios utilizados pela plataforma. A direção estadual do PT afirma que não recebeu justificativa para a restrição.
Na avaliação do partido, a medida compromete a divulgação de informações e a comunicação com o eleitorado em um período destinado à apresentação de propostas e ao debate entre os candidatos. “Em pleno período eleitoral, restringir sem explicação o canal oficial de comunicação de um partido político prejudica o direito do eleitorado à informação e o livre debate democrático. Plataformas que possibilitam o debate público têm o dever de agir com transparência e critérios claros, aplicados igualmente a todos”, afirmou Adriana Accorsi na nota divulgada em Goiânia.
De acordo com o Mais Goiás, a direção estadual da legenda recorreu à Justiça Eleitoral para tentar reverter a restrição. O partido também avalia outras medidas relacionadas ao funcionamento de seus canais de comunicação durante a campanha. A manifestação assinada por Adriana Accorsi não apresenta detalhes sobre o procedimento adotado pela Meta, nem informa quais regras da plataforma teriam motivado a limitação da conta. Também não especifica quais funcionalidades foram afetadas ou por quanto tempo a restrição deverá permanecer.
Na nota, a presidente estadual do PT afirma que o partido pretende manter suas atividades de comunicação e acompanhar os desdobramentos do episódio. “O PT Goiás avalia todas as medidas cabíveis, inclusive junto à Justiça Eleitoral. Seguiremos dialogando com a população goiana em todos os espaços, com a verdade e com a defesa da democracia”, declarou.
A iniciativa ocorre em um momento em que os partidos intensificam a divulgação de conteúdos relacionados à disputa presidencial. As redes sociais integram as estratégias de comunicação das campanhas e são utilizadas para publicar agendas, manifestações de candidatos e informações dirigidas aos eleitores.
Diretórios
A situação registrada em Goiás não foi a única relatada por integrantes do Partido dos Trabalhadores. O diretório estadual do PT na Paraíba também informou ter enfrentado limitações em suas redes sociais. Os relatos ampliaram os questionamentos de apoiadores da legenda sobre os procedimentos adotados pela Meta durante o período eleitoral. Entretanto, não há, nas informações divulgadas, comprovação de que as restrições tenham resultado de uma ação coordenada contra o partido. O PT de Goiás sustenta que as plataformas digitais devem adotar critérios transparentes e assegurar tratamento igualitário aos usuários, especialmente durante o processo eleitoral.
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