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Goiânia, 11/10/26
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Vereador Thialu Guiotti comandará o Legislativo no biênio 2027-2028; chapa única reuniu diferentes partidos e encerrou disputa interna pela sucessão de Romário Policarpo

Thialu Guiotti é eleito presidente da Câmara de Goiânia com apoio dos 37 vereadores

11/10/2026, às 09:35 · Por Redação

O vereador Thialu Guiotti (Avante) foi eleito, neste sábado (10/10), presidente da Câmara Municipal de Goiânia para o biênio 2027-2028. Com os votos favoráveis dos 37 parlamentares, ele conquistou a unanimidade em uma eleição de chapa única, resultado de negociações que envolveram partidos da base do prefeito Sandro Mabel (União Brasil) e outras bancadas do Legislativo. O novo presidente assumirá o cargo em 1º de janeiro de 2027, em substituição a Romário Policarpo (Cidadania).

A definição ocorreu após semanas de articulações entre os vereadores para a composição da mesa diretora. Até os dias que antecederam a votação, Thialu disputava o apoio dos colegas com Ronilson Reis (Solidariedade), que retirou sua candidatura e aderiu ao acordo. A desistência permitiu a formação de uma chapa sem concorrentes e assegurou o apoio de todos os integrantes da Casa.

A eleição foi conduzida pelo vereador Anselmo Pereira (MDB), que permanecerá como primeiro vice-presidente. Os cargos foram submetidos à votação individual, sem registro de votos contrários. A composição reúne representantes de nove partidos e terá mandato até 31 de dezembro de 2028, período correspondente à segunda metade da atual legislatura.

A vitória de Thialu também contou com o apoio do prefeito Sandro Mabel, que participou das conversas para a definição da presidência. Segundo o vereador Pedro Azulão Jr. (MDB), as negociações ocorreram por meio de diálogo entre o Executivo e os integrantes da Câmara, sem imposição de votos. “O prefeito teve um papel fundamental, de conversar, sem colocar a faca no pescoço nem exigir apoio. Deixou os vereadores à vontade”, afirmou Pedro Azulão Jr. ao Jornal Opção, na sexta-feira (9), antes da eleição.

Trajetória
Após a confirmação do resultado, Thialu Guiotti fez um discurso em que recordou sua trajetória na Câmara Municipal. O parlamentar afirmou que começou a trabalhar no Legislativo aos 16 anos, inicialmente como estagiário, e posteriormente exerceu a função de assessor do vereador Anselmo Pereira, de quem participou de uma campanha para a presidência da Casa.

Ao comentar a mudança de sua posição nas articulações políticas, Thialu lembrou que, um ano antes, não figurava entre os principais nomes cotados para comandar o Legislativo. O vereador atribuiu a conquista ao apoio recebido durante as negociações e à sua fé. “Se hoje me perguntarem como consegui a unanimidade, eu só tenho uma coisa a dizer: o senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo”, declarou, conforme reportagem do Mais Goiás.

O presidente eleito também agradeceu a Romário Policarpo, que deixará a direção da Câmara após ser eleito deputado estadual. Ao mencionar o antecessor, Thialu reconheceu a responsabilidade de assumir a condução dos trabalhos legislativos. “Se tem um vereador que mudou a história da Câmara e fez ressoar para todo o Brasil, esse homem foi Romário Policarpo”, afirmou.

Em outro momento, pediu a colaboração dos parlamentares para a próxima gestão. “Tenho a responsabilidade, junto de vocês, de reforçar o Poder Legislativo ainda mais. Preciso dos conselhos e ajuda de vocês para fazer ainda mais”, disse.

Thialu também mencionou Ronilson Reis, que abriu mão da candidatura à presidência para apoiar a chapa única. Ao comentar o encerramento das negociações, defendeu que as diferenças da disputa interna fossem deixadas de lado. “Eleição acabou. Agora é a Câmara Municipal e a cidade de Goiânia”, declarou.

O vereador se emocionou ao recordar a mãe, Cíntia Guiotti, já falecida. Segundo ele, a mãe sempre acreditou que conseguiria alcançar seus objetivos. “Gostaria demais que ela estivesse aqui”, afirmou. Durante a sessão, Anselmo Pereira anunciou a intenção de apresentar um projeto para dar o nome de Cíntia a uma unidade escolar.


Chapa reúne vereadores de nove partidos
A composição da mesa diretora manteve Anselmo Pereira (MDB) na primeira vice-presidência. Os demais cargos de vice-presidente serão ocupados por Juarez Lopes (PDT), Dr. Gustavo (Agir) e Sanches da Federal (PP). A primeira secretaria ficará sob responsabilidade de Léo José (Solidariedade). As demais secretarias serão ocupadas por Heyler Leão (PP), Pedro Azulão Jr. (MDB), Lucas Vergílio (MDB) e Léia Klebia (Podemos). Já as vice-presidências corregedoras serão exercidas por Tião Peixoto (PSDB) e Aava Santiago (PSB).

A distribuição dos cargos foi definida durante as negociações entre as bancadas, com o objetivo de reunir apoio suficiente para evitar uma disputa no plenário. O resultado garantiu a Thialu a votação de todos os vereadores, inclusive daqueles que inicialmente apoiavam outros nomes para a presidência.

Na avaliação de Pedro Azulão Jr., a formação de uma chapa única reduz a possibilidade de conflitos após a escolha da direção. O parlamentar afirmou que a busca por consenso levou em consideração a necessidade de manter o funcionamento da Câmara e a relação entre os integrantes do Legislativo. “Quando há uma disputa, um fica feliz e o derrotado fica infeliz. Às vezes, isso cria um problema na Câmara”, disse ao Jornal Opção.

Substituição de Rose Cruvinel provoca questionamento
Apesar da unanimidade, a sessão também foi marcada por um questionamento da vereadora Rose Cruvinel (União Brasil), que reclamou da retirada de seu nome da composição da mesa diretora pouco antes da votação. Rose havia sido indicada para ocupar a segunda vice-presidência corregedora, mas acabou substituída por Aava Santiago, que retornou ao mandato após uma decisão liminar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

A medida suspendeu os efeitos do julgamento do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) que havia determinado a perda do mandato de Aava por infidelidade partidária. A alteração ocorreu depois que Michel Magul (PSDB), suplente da parlamentar, chegou a tomar posse na sexta-feira (9). Com a decisão do CNJ, Aava reassumiu sua cadeira e passou a integrar a chapa eleita para dirigir a Câmara. Durante a sessão, Rose questionou a forma como a substituição foi comunicada, mas anunciou que votaria favoravelmente à composição, em consideração à colega. A manifestação foi acompanhada pelos demais vereadores e não alterou o resultado da eleição.

Nova gestão começa em janeiro de 2027
Thialu Guiotti assumirá a presidência da Câmara em 1º de janeiro de 2027, quando terá início o segundo biênio da 20ª Legislatura. Até lá, Romário Policarpo permanecerá no comando da Casa, antes de assumir o mandato de deputado estadual para o qual foi eleito em 4 de outubro. A nova mesa diretora será responsável pela condução das sessões, pela organização dos trabalhos legislativos e pela administração da Câmara Municipal até dezembro de 2028. Também caberá à presidência a interlocução institucional com o Executivo municipal e a coordenação das atividades do Legislativo.

Com a escolha de Thialu, a Câmara encerra o processo de sucessão interna antes do início do próximo biênio. O resultado representa um acordo entre as bancadas para a direção da Casa, embora as posições políticas dos vereadores sobre projetos e matérias de interesse da Prefeitura permaneçam sujeitas às discussões em plenário.

A sessão também definiu a presidência das 22 comissões permanentes. Entre elas, Willian Veloso (PL) assumirá a Comissão de Constituição, Justiça e Redação; Henrique Alves (MDB), a Comissão Mista; Welton Lemos (Novo), a Comissão de Finanças, Orçamento e Economia; e Rose Cruvinel (União Brasil), a Comissão de Saúde e Assistência Social. Aava Santiago (PSB) foi escolhida para a Ouvidoria Especial da Mulher, enquanto Fabrício Rosa (PT) ficará responsável pela Ouvidoria Especial de Combate a Crimes Raciais. 


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