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Goiânia, 07/10/26
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Intervenção substitui rotatória por cruzamento com semáforos e altera acessos na região; calçadas, ciclovia e passarela ainda fazem parte das exigências do projeto

Obra na GO-070 em frente ao Hugol entra na fase final

07/10/2026, às 10:26 · Por Redação

A obra que altera o trânsito na GO-070, no encontro com as avenidas Anhanguera e Coronel Joaquim Lúcio, em frente ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), entrou na fase final. A intervenção, iniciada em agosto pela Prefeitura de Goiânia, retirou a rotatória existente no trecho e prevê a implantação de semáforos para organizar o fluxo de veículos. As informações são do jornal O Popular. O projeto fica no Jardim Nova Esperança, na região noroeste da capital. O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) havia estabelecido prazo de 45 dias para a execução dos trabalhos. Em visita ao local no fim da tarde desta terça-feira (6/10), O Popular constatou que parte da nova configuração viária já funciona, embora equipes ainda trabalhem em etapas da intervenção.

A antiga rotatória foi aberta ao meio e recebeu pavimentação. Com a mudança, os veículos que trafegam no sentido Goianira já passam pelo trecho em linha reta. Na direção de Goiânia, a passagem central ainda permanece fechada, o que obriga os motoristas a utilizarem uma pista lateral próxima à entrada da fábrica da Nestlé. Outra alteração ocorre na Avenida Coronel Joaquim Lúcio. Antes aberta ao trânsito nos dois sentidos, a via passou a permitir acesso apenas em direção ao Jardim Nova Esperança. Para quem segue rumo a Goianira e precisa retornar, a opção é entrar na avenida, passar ao lado do Parque Nova Esperança e utilizar o novo retorno construído na região.

Esse retorno já está aberto ao tráfego, mas os semáforos previstos no projeto ainda não entraram em operação. Os equipamentos foram instalados e permanecem com sinal amarelo intermitente. Para os condutores que trafegam no sentido Goiânia e precisam retornar em direção a Goianira, a opção disponível neste momento é seguir até a Perimetral Norte e fazer o retorno para acessar novamente a GO-070.

Mudanças para caminhões
A circulação dos caminhões que atendem à fábrica da Nestlé também sofrerá alterações. Os veículos que chegam pelo sentido Goiânia poderão continuar entrando na unidade, mas não terão acesso direto à GO-070 na saída. Pelo novo desenho, os caminhões deverão utilizar a Avenida Anhanguera e fazer o retorno pelo Viaduto José Alves Fernandes Filho. A medida integra as mudanças previstas para reduzir conflitos entre os diferentes fluxos que convergem para o cruzamento. No canteiro central que separa os sentidos de entrada e saída da capital, equipes da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) trabalham na preparação do solo. Segundo O Popular, ao menos dez funcionários atuavam no trecho durante a visita realizada nesta terça-feira.

A prefeitura aponta a redução dos congestionamentos nos horários de maior movimento como principal objetivo da intervenção. Dados apresentados pelo município no anúncio da obra indicam que cerca de 24 mil veículos passam diariamente pelo cruzamento. O trecho concentra o deslocamento de moradores da região, usuários do comércio, pessoas que transitam entre Goiânia, Goianira e Inhumas e pacientes, acompanhantes e trabalhadores que precisam chegar ao Hugol. A antiga rotatória passou a enfrentar dificuldades para absorver esse fluxo, sobretudo nos horários de pico. A intervenção faz parte do conjunto de mudanças previstas pela prefeitura para o sistema viário da capital. Entre as metas do município está a implantação de novos corredores e a ampliação da extensão de vias com sincronização semafórica.

Goinfra exige avaliação após início dos semáforos
Como a GO-070 está sob responsabilidade estadual, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) autorizou a prefeitura a executar o projeto sob a condição de que o município arque com os custos da intervenção, incluindo obras, sinalização e eventuais indenizações de áreas. A autorização também prevê uma avaliação posterior. Dois meses após o início da operação dos semáforos, a prefeitura deverá encaminhar um estudo técnico que demonstre os efeitos da nova configuração sobre o trânsito.

Caso a exigência não seja cumprida, o governo estadual poderá determinar a retirada dos equipamentos e das alterações implantadas no trecho. A Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) estabeleceu outra compensação relacionada à obra. O município deverá plantar 45 árvores das espécies jambeiro-do-pará e saboneteiro no canteiro central devido à retirada de três palmeiras imperiais que ocupavam a antiga rotatória. O plantio deverá ocorrer até o fim de novembro.

Passarela e ciclovia fazem parte do projeto
O planejamento também prevê intervenções destinadas a pedestres e ciclistas. A Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) estabeleceu como exigências a construção de calçadas nos dois lados das vias alcançadas pela obra, uma ciclovia com iluminação no entorno do Parque Nova Esperança e uma passarela coberta com elevador sobre a Avenida Anhanguera. As bases da passarela já começaram a ser construídas nos dois lados da avenida, mas a estrutura ainda está na fase inicial. Segundo O Popular, durante a visita ao local não foram identificadas as demais intervenções previstas para calçadas e ciclovia.

O projeto foi anunciado em abril, mas a execução enfrentou atraso devido a dúvidas sobre a titularidade de áreas alcançadas pela obra. A Seinfra chegou a interromper os trabalhos porque não havia comprovação cartorial de que parte dos terrenos pertencia ao poder público. Após análise de registros municipais, a prefeitura identificou que a área, anteriormente formada por chácaras, havia sido declarada pública em 2008, embora o desmembramento não constasse formalmente no registro. O município cruzou os desenhos do projeto com escrituras antigas das propriedades para regularizar a documentação necessária à continuidade da intervenção.


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