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Goiânia, 07/10/26
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Prefeito Sandro Mabel afirma que vereador conta com apoio de outros 25 parlamentares; disputa pelo comando da Casa também tem Ronilson Reis entre os principais nomes

Mabel declara preferência por Thialu para presidência da Câmara de Goiânia

07/10/2026, às 09:44 · Por Redação

O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) declarou apoio ao vereador Thialu Guiotti (Avante) na disputa pela presidência da Câmara Municipal de Goiânia para o biênio 2027-2028. A manifestação ocorreu nesta terça-feira (6/10), durante almoço que reuniu 22 parlamentares em um restaurante do Setor Sul. As informações são do jornal O Popular.

Questionado pelo jornal se Thialu era seu candidato na eleição interna, Mabel afirmou que a preferência não se restringe a ele. “Não é só meu. É meu e de mais 25 vereadores.” Caso o número citado pelo prefeito se confirme na votação, Thialu superaria os 19 votos necessários para alcançar a maioria absoluta entre os 37 integrantes da Câmara. O cenário, no entanto, ainda não está definido. Ronilson Reis (Solidariedade) permanece na disputa e reúne apoio de vereadores que fazem oposição ao Paço Municipal.

O encontro também teve a participação do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (União Brasil), eleito deputado federal, e do atual presidente da Câmara, Romário Policarpo (Cidadania), que conquistou uma cadeira na Alego nas eleições deste ano. Policarpo evitou declarar apoio a um dos candidatos e disse que a eleição será convocada quando um dos grupos demonstrar ter maioria. “Existem conversas dos dois lados, não só ele (Thialu), como o Ronilson têm nomes ainda que eles precisam definir”, afirmou.

“Tenho compromisso com os dois. Aquele que reunir a maioria, nós vamos chamar a eleição. Thialu tem seus nomes, Ronilson também tem seus nomes, mas isso ainda vai ser decidido de hoje para amanhã”, acrescentou o presidente da Câmara.

O posicionamento de Policarpo é um dos pontos que permanecem em aberto na disputa. Durante a campanha para deputado estadual, ele recebeu apoio de vereadores que desistiram de concorrer à Alego. Entre eles estavam Thialu, Ronilson e Henrique Alves (MDB), nomes que passaram a participar das articulações pela sucessão na presidência da Casa.

Policarpo também confirmou que pretende se licenciar do mandato de vereador após a eleição da Mesa Diretora. Com a saída, o suplente Valdery Júnior (PRD) poderá assumir uma cadeira na Câmara ainda neste ano.

Eleição pode ser antecipada
Henrique Alves também participa das conversas para a formação de uma composição. Questionado por O Popular sobre a possibilidade de ter desistido da candidatura à presidência, o emedebista disse que as negociações continuam. “Hoje a gente está tentando fazer uma composição. Ainda não está definido. Vamos conversar mais”, afirmou.

Mabel indicou ao jornal que a tendência é de que a eleição da Mesa Diretora ocorra ainda nesta semana. Entre os vereadores, porém, há uma discussão para que a votação seja realizada na próxima semana, com prazo maior para definir as chapas, os cargos da Mesa, as comissões e as diretorias da Casa.

Pelo Regimento Interno, a escolha da Mesa Diretora ocorre em sessão especial, mediante comunicação prévia de até 48 horas. Uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) permite que a votação seja realizada até três meses antes do início do segundo biênio da legislatura, prazo que já permite a realização do pleito.

A participação de Mabel nas articulações também passa pela futura composição das comissões permanentes. Segundo O Popular, a gestão municipal atribui à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo vereador de oposição Luan Alves (MDB), dificuldades na tramitação de projetos encaminhados pelo Executivo.

O prefeito demonstra resistência à candidatura de Ronilson, cuja articulação reúne parlamentares da oposição. A composição das comissões, portanto, tornou-se um dos elementos da negociação para definir o próximo comando do Legislativo municipal.

Thialu diz que eleição não está definida
Apesar da declaração de Mabel sobre a existência de 25 votos, Thialu afirma que ainda não considera a eleição definida. O vereador disse que a distribuição dos cargos da eventual chapa será discutida com os integrantes do grupo que sustenta sua candidatura. “Agora, óbvio, se nós temos aqui 22, 23, 25 vereadores que estarão votando na mesa diretora, cabe a este grupo escolher os melhores nomes”, afirmou.

Thialu também ressaltou que “não tem eleição ganha” e citou disputas anteriores na Câmara em que o cenário mudou durante a própria votação. “A eleição só termina na hora que o último vereador vota. Nós já tivemos eleições na Câmara Municipal de Goiânia que você começou a votação de um jeito e virou. A minha intenção não é guerra”, declarou.

Bruno Peixoto também manifestou apoio a Thialu. Segundo o presidente da Alego, sua participação no encontro teve como objetivo “referendar” a candidatura do vereador. “A Câmara de Goiânia tem a sua independência, o seu duodécimo. É natural que os poderes estejam de mãos dadas, pensando no bem de nossa sociedade. E é o que nós estamos fazendo: prefeito, presidente Legislativo, nós estamos aqui apenas para dar apoio, referendando que o Thialu é um homem de palavra e que quer o bem da nossa cidade”, afirmou.

De acordo com O Popular, a participação de Peixoto nas articulações também é interpretada nos bastidores como uma retribuição ao apoio recebido de Thialu durante a campanha do presidente da Alego para deputado federal.

Estrutura dos gabinetes
Thialu também antecipou uma das propostas que pretende levar à presidência caso seja eleito. O vereador defende ampliar a estrutura disponível aos parlamentares, política adotada durante as gestões de Policarpo, que incluíram aumento do número de cargos comissionados e diretorias, além de mudanças nas remunerações.

“Quando foi cogitado aumento de cargos e verba indenizatória, o que significa o fortalecimento do mandato parlamentar, fui o único a subir na tribuna e dizer que sou à favor. A população de forma geral não entende. Existe um duodécimo, existe um orçamento, e independente de usar ou não esse recurso, você tem de devolver para a Prefeitura. Minha intenção é fazer com que cada parlamentar esteja cada vez mais forte e independente da relação que ele tenha com o Executivo”, afirmou.

“Em pequenas cidades, o prefeito domina sobre o vereador, porque ele não tem espaço, cargo, não tem assessoria jurídica. Se observarmos quantos vereadores de oposição ao Rogério Cruz conseguiram a reeleição. Por que? Porque tinham um gabinete fortalecido. Minha intenção não é só manter o que a Câmara já tem, mas é aumentar a força do vereador”, acrescentou.


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