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Ação terá orientação a motoristas e bloqueios preventivos durante chuvas intensas; vias mapeadas estão distribuídas por diferentes regiões da capital
Prefeitura de Goiânia inicia operação em 14 pontos com risco de alagamento
07/10/2026, às 09:17 · Por Redação
A Prefeitura de Goiânia inicia nesta quarta-feira (7/10) a Operação Tempo Fechado em 14 pontos da capital com histórico de alagamentos durante períodos de chuva. A primeira ação será uma blitz educativa na Avenida Guarapari, nas proximidades do Parque Cascavel, no Jardim Atlântico, com orientações aos motoristas sobre os riscos de trafegar por áreas tomadas pela água. As informações são do jornal O Popular.
A operação será conduzida pela Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) e pela Defesa Civil e faz parte do planejamento para o período chuvoso. Além das abordagens aos condutores, as equipes distribuirão material com o mapa das áreas que devem ser evitadas durante temporais.
Segundo o coordenador de Proteção e Defesa Civil de Goiânia, Robledo Mendonça, a definição dos pontos levou em consideração o histórico de ocorrências e o comportamento de condutores que tentam atravessar enxurradas. A campanha é destinada a todos os motoristas, mas terá atenção específica aos motociclistas diante do risco de queda e arrastamento pela água.
Nos dias de chuva intensa, a operação passará da orientação para a intervenção no trânsito. Equipes da Guarda Civil Metropolitana (GCM), SET e Defesa Civil poderão bloquear vias e implantar desvios quando houver risco para quem circula pela região.
“Estamos ali para resguardar a integridade física de todos e, se houver a necessidade do bloqueio, é porque a situação apresenta risco. É melhor perder alguns minutos do que se arriscar”, afirma Mendonça. A recomendação é não tentar atravessar ruas alagadas. O motorista deve aguardar a redução do nível da água em um ponto seguro ou procurar outro caminho.
Pontos com histórico de alagamentos
A Avenida Guarapari, onde começa a campanha, está entre as áreas mapeadas. O trecho próximo ao Parque Cascavel recebe água após o extravasamento da bacia do lago e já registrou contêineres arrastados, veículos danificados e interrupção da passagem de pedestres. Em fevereiro de 2024, um veículo foi arrastado pela correnteza após a elevação do nível da água na avenida. Em outubro daquele ano, moradores também registraram a queda de uma árvore sobre a pista durante chuva acompanhada de vento.
Na região do Córrego Botafogo, a prefeitura identificou três pontos de atenção. Um deles fica na Rua Nonato Mota, na Vila Redenção, onde há estrangulamento do fluxo de água. Outro está na Marginal Botafogo, sob o viaduto da Avenida Jamel Cecílio, trecho rebaixado que acumula água. O terceiro fica no encontro da marginal com a Avenida Independência, no Setor Central, sujeito a transbordamentos e problemas provocados pela obstrução das galerias.
A Rua Nonato Mota também registra ocorrências com vítimas. Em dezembro de 2013, Ediarlei Ramos e Luz Marina Vargas Bueno trafegavam de motocicleta durante uma tempestade quando foram derrubados pela enxurrada e arrastados para o canal do Córrego Botafogo.
Outro ponto monitorado fica na Avenida 3ª Radial, no Setor Pedro Ludovico. O declive concentra o escoamento da água em direção à BR-153. Em janeiro de 2018, Rodrigo Teixeira Chaves foi derrubado por uma enxurrada durante um temporal e caiu na correnteza formada na via.
No Setor Sul, o cruzamento da Rua 87 com a Avenida Cora Coralina também integra o mapeamento. O local concentra parte da drenagem pluvial da região. Em janeiro de 2025, durante uma inundação, um motorista precisou abandonar o veículo e cinco pessoas ilhadas dentro de automóveis foram retiradas pelo Corpo de Bombeiros. Uma sexta pessoa recebeu ajuda de populares.
Regiões sul e sudoeste
Na região sul, a Avenida Americano do Brasil, no Setor Marista, próximo ao Parque Areião, aparece entre os locais de atenção. A via recebe o escoamento de áreas mais elevadas do bairro e de sistemas de drenagem do próprio parque.
No Parque Amazônia, o ponto mapeado fica na Avenida José Leandro da Cruz, onde a capacidade das galerias e a obstrução de bueiros contribuem para o acúmulo de água. A Marginal Cascavel, no cruzamento com a Rua Jaraguá, também requer atenção por causa do risco de extravasamento do Córrego Cascavel.
Outras regiões da capital
Nas regiões noroeste, oeste e leste, a operação inclui a Avenida Francisco Alves de Oliveira, no trecho sobre o Córrego Cavalo Morto, e a Avenida Gabriel Henrique, no Residencial Goiânia Viva, onde há risco de transbordamento do Córrego Taquaral.
Também estão no levantamento as ruas VF-82 e VF-96, na Vila Finsocial, que recebem águas da Bacia do Anicuns; a Rua 20, no cruzamento com a Estrada 111; e a Avenida Gercina Borges, no Conjunto Vera Cruz, onde há concentração de enxurradas durante períodos de chuva.
Com o início do período chuvoso em outubro, esses locais passarão a receber acompanhamento das equipes municipais. A orientação da Defesa Civil é evitar qualquer tentativa de atravessar trechos cobertos pela água e respeitar os bloqueios implantados pelos agentes durante os temporais.
Pontos de Alagamento Goiânia Goiás,
