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Presidente da Câmara consolida força política após votação expressiva de aliados, rebate críticas sobre derrotas de candidatos locais e desponta na base do governador Daniel Vilela para a sucessão à prefeitura em 2028
Rafael Miguel se fortalece após eleições e desponta para a sucessão em Porangatu
06/10/2026, às 10:08 · Por Redação
O presidente da Câmara de Porangatu, Rafael Miguel, consolidou uma importante vitória política após assegurar uma votação expressiva para a candidata a deputada Vivian Naves no município, com mais de 1.270 votos. Apesar de não ser eleita, Vivian teve praticamente a mesma votação de Júlio Pina, que contou com o apoio da máquina municipal. Com o resultado, Rafael ganha força e é cotado para representar a base aliada do governador Daniel Vilela na sucessão da prefeita Vanuza Valadares em 2028.
Em pronunciamento durante a sessão do Legislativo nesta segunda-feira (5), logo após as eleições, o parlamentar exaltou o resultado de deputados que receberam apoio local e saíram vitoriosos, reforçando a importância das alianças. “O José Nelto teve dois mil votos, quase três mil votos aqui em Porangatu, foi uma junção de esforços de todo mundo. Assim como o Bruno Peixoto teve. O Bruno foi eleito. O José Nelto foi eleito. Nós temos outros deputados que também vão chegar aqui”, destacou Rafael, pontuando que a política "não se faz da noite para o dia, é uma construção".
Rafael também aproveitou a tribuna para rebater as críticas sobre as recentes derrotas de candidatos naturais de Porangatu. Ele argumentou que a responsabilidade muitas vezes recai sobre a falta de articulação externa dos próprios políticos, já que o município não possui eleitorado suficiente para eleger um representante estadual ou federal de forma isolada. “Se o Márcio tivesse feito o trabalho de casa bem feito como ele disse que tinha feito, ele teria os votos fora. São 246 municípios. Um deputado não consegue se eleger sozinho numa cidade em que 20 mil votam. Tem que ter voto fora”, explicou.
O vereador criticou de forma contundente a postura de candidatos que, após perderem eleições, abandonam o município e retornam apenas no pleito seguinte cobrando apoio por serem "da terra". “A culpa muitas das vezes é dos candidatos, porque eles acham que são donos dos votos. Quando o seu candidato perdeu para a prefeitura, o que ele fez? Foi embora de Porangatu. Ficou seis anos fora da cidade. Chega agora e fala que é o candidato daqui. [...] Candidato que fala que é de Porangatu, vem morar aqui. Vem sentir a dor que o povo sente. Aí sim, a gente pode falar 'vamos votar num candidato que é daqui'”, disparou.
Ao finalizar, o presidente da Câmara defendeu o seu apoio a Vivian Naves, citando os mais de R$ 2,5 milhões em recursos enviados por ela à cidade, e reafirmou a independência do Legislativo. “Aqui eu defendo o direito de cada vereador de falar, de se expressar, e acima de tudo, de eleger e de votar em quem eles quiserem.”
Rafael Miguel Porangatu
