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Com 27 parlamentares já alinhados ao governo, governador poderá contar com maioria na Alego; eleitos por partidos adversários sinalizam abertura para diálogo
Daniel Vilela inicia novo mandato com 27 deputados na base e possibilidade de ampliar apoio na Alego
06/10/2026, às 09:47 · Por Redação
O governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), inicia o próximo mandato com pelo menos 27 deputados estaduais identificados com sua base na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). A nova composição terá 41 parlamentares, dos quais 14 são considerados inicialmente de oposição, mas o grupo governista pode crescer a partir de novas adesões e acordos políticos.
A base reúne deputados do MDB, União Brasil, Mobiliza, PRD, Agir, Podemos, PSD, PP, Republicanos e Solidariedade, além de Rubens Marques (PSB), que, embora tenha sido eleito por uma legenda que integrou a chapa de Luiz Cesar Bueno (PT), declara apoio ao governo estadual.
A composição garante ao Executivo, desde o início da próxima legislatura, margem para aprovação de matérias que exigem maioria simples. Também deixa o governo próximo do número necessário para propostas de maior quórum. Para uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), são necessários 24 votos no plenário da Alego.
Na oposição estão inicialmente os cinco deputados eleitos pelo PL, dois do Novo, dois do PSDB, um do Cidadania e quatro do PT. As bancadas petista e tucana mantiveram oposição às gestões de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela ao longo dos últimos anos.
Apesar da divisão inicial, parlamentares eleitos por partidos adversários já sinalizam disposição para manter diálogo com o Palácio das Esmeraldas. No PL, Coronel Urzêda afirmou que ainda aguarda uma definição partidária, mas defendeu que a legenda atue de forma independente na Assembleia. Lissauer Vieira, que retorna ao Legislativo e já presidiu a Alego, também disse que a discussão sobre o posicionamento da bancada será feita posteriormente.
O presidente estadual do Novo, Alano Queiroz, afirmou que o partido está aberto a conversar com o governo e conhecer as propostas para Goiás, inclusive com possibilidade de integrar a base. Segundo ele, os dois deputados eleitos pela legenda demonstraram disposição para seguir uma decisão coletiva.
Outros nomes também são considerados potenciais interlocutores do governo. Entre eles está Romário Policarpo (Cidadania), presidente da Câmara de Goiânia e eleito deputado estadual, que apoiou Marconi Perillo durante a campanha. No PL, Amauri Ribeiro é apontado como próximo do grupo governista, enquanto Eduardo Prado mantém posição de oposição.
Daniel Vilela afirmou que pretende manter uma relação de diálogo com a Assembleia e destacou que reconhece a importância do Legislativo para a condução do governo. Deputados da base, como Virmondes Cruvinel (União Brasil) e Issy Quinan (MDB), avaliam que a composição eleita permite ao governador ampliar o número de aliados ao longo da legislatura.
Entre os novos nomes que chegam à Alego estão Graciele da Arte Trigo e Joscilene do Mangão, ambas do Agir, além de Carol do Amiltinho (MDB), que assumiu a candidatura após a morte do marido, o deputado Amilton Filho. Carol recebeu 109 mil votos e foi a candidata mais votada para a Assembleia. Também integram a lista de estreantes Wellington Cardoso (Republicanos), ligado à Igreja Universal, e outros parlamentares que disputarão pela primeira vez um mandato estadual.
A nova composição da Alego começa a ser formada em um cenário de busca por diálogo entre Executivo e Legislativo. A expectativa é que as negociações partidárias e a definição das posições das bancadas ao longo dos próximos meses determinem o tamanho efetivo da base de Daniel Vilela a partir de 2027.
Daniel Vilela Base Alego
