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Visita do senador Flávio Bolsonaro elevou buscas por Wilder Morais, mas interesse pelo governador atingiu pico de 100 pontos na reta final da campanha
Ato com Flávio Bolsonaro não repete efeito de 2024, e buscas por Daniel Vilela crescem no Google
02/10/2026, às 12:19 · Por Redação
A visita do senador Flávio Bolsonaro (PL) a Goiânia, no dia 27 de setembro, não produziu, até o momento, o mesmo efeito observado em 2024 com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro na campanha municipal. Naquele ano, as buscas pelo então candidato a prefeito Fred Rodrigues (PL) cresceram após a visita de Bolsonaro à capital.
Dados do Google Trends analisados entre 14 de agosto e 1º de outubro mostram que o interesse por Wilder Morais (PL), candidato ao governo de Goiás, teve aumento após o ato político. O senador saiu de cerca de 10 pontos nos dias anteriores para 18 pontos no dia da visita e chegou a 31 pontos na quarta-feira (30).
No mesmo período, porém, o interesse de busca pelo governador Daniel Vilela (MDB) apresentou crescimento maior. O emedebista passou de 37 pontos em 26 de setembro para 46 pontos no dia da visita de Flávio Bolsonaro e alcançou 100 pontos em 30 de setembro, maior nível registrado na série analisada.
A movimentação também alterou a posição de Wilder nas buscas em relação ao ex-governador Marconi Perillo (PSDB). Pela primeira vez desde meados de agosto, o senador apareceu à frente de Marconi no interesse de pesquisa durante esse período.
Na média do primeiro turno, segundo o levantamento citado pela coluna, Wilder Morais e Marconi Perillo aparecem empatados em interesse de busca. Já Daniel Vilela registrou nível de pesquisas quase sete vezes superior ao dos dois adversários no período analisado, impulsionado pelo crescimento registrado na reta final.
O histórico do Google Trends também mostra que o interesse pelo nome de Wilder Morais apresentou forte crescimento às vésperas das eleições de 2022. Naquele ano, ele disputou uma vaga ao Senado e terminou eleito, superando Marconi Perillo na votação.
Os dados do Google Trends medem o interesse relativo por termos pesquisados na plataforma e não correspondem a pesquisas eleitorais ou a intenção de voto. A ferramenta também não permite, isoladamente, estabelecer relação de causa e efeito entre um ato político e o comportamento do eleitorado.
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