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Goiânia, 30/09/26
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Governador Daniel Vilela afirma que governo federal não separou questões políticas da relação administrativa com o Estado e cita PAC e repasses para a saúde

Daniel Vilela afirma que oposição a Lula não poderia ter prejudicado relação com Goiás

30/09/2026, às 14:34 · Por Redação

O governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB) tem ampliado as críticas ao tratamento dado a Goiás pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para Daniel, as divergências políticas de sua gestão e do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) com o Palácio do Planalto acabaram interferindo na relação administrativa entre Estado e União. “O Palácio do Planalto não soube diferenciar as diferenças políticas das questões administrativas, que é o que se espera de um governo republicano”, afirma.

Daniel sustenta que Goiás deixou de receber investimentos esperados em projetos considerados estratégicos e também enfrentou dificuldades relacionadas aos repasses federais para a saúde. “O governo Lula falhou com Goiás”, resume o governador. Segundo ele, a posição política adotada por Caiado e mantida por sua gestão não deveria ter interferido no atendimento às demandas do Estado.

Uma das principais cobranças envolve o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em janeiro de 2023, Caiado apresentou ao governo federal três iniciativas consideradas prioritárias para Goiás: o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora), o Projeto de Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã e o BRT entre Santa Maria (DF) e Luziânia. “São iniciativas que, se dependessem do governo Lula, não teriam saído do papel”, criticou Daniel.

No caso do Cora, o Governo de Goiás assumiu a construção e investiu R$ 255,9 milhões na unidade, inaugurada em setembro de 2025. O hospital, voltado ao atendimento oncológico infantojuvenil, já realizou mais de 34,7 mil atendimentos. “Celebramos, no último dia 25, um ano de inauguração, de cuidado e de transformação na assistência oncológica de Goiás. Já são mais de 34,7 mil atendimentos realizados. O Cora também trouxe eficiência ao SUS: após o diagnóstico, leva menos de 72 horas para o início do tratamento”, enfatizou Daniel.

Situação semelhante, segundo o governador, ocorreu com o Projeto de Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã. A previsão era de R$ 300 milhões em recursos federais para implantação do sistema, beneficiando assentamentos e permitindo a instalação de agroindústrias. O Estado passou a conduzir a iniciativa em parceria com instituições de ensino e pesquisa. Atualmente, o projeto beneficia 82 produtores e abrange 164 hectares irrigados. “Goiás não ficou esperando”, afirmou.

Daniel também cita o BRT entre Santa Maria e Luziânia, projetado para beneficiar cerca de 224 mil pessoas no Entorno do Distrito Federal. Mais de três anos depois de a obra ser apresentada como prioridade, o empreendimento ainda não chegou à fase de execução. Neste ano, Goiás e Distrito Federal firmaram termo de cooperação para elaborar, consolidar e validar os estudos e projetos necessários à viabilização do sistema.

As críticas alcançam ainda a saúde. Em outubro de 2025, a gestão Caiado e Daniel acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a insuficiência e os critérios de distribuição dos repasses federais destinados à média e alta complexidade do SUS. A ação apontou prejuízo superior a R$ 1,2 bilhão em três anos. “Na saúde, como nas obras, Goiás está fazendo a sua parte. O que cobramos é que a União também faça a dela”, afirmou Daniel.

As cobranças ao governo federal já vinham sendo feitas por Caiado. Em 2025, o então governador afirmou que nenhum dos projetos prioritários apresentados ao Novo PAC havia recebido recursos da União e acusou o governo Lula de colocar “a pauta política acima dos interesses legítimos da população”. Agora, na campanha pela reeleição, Daniel retoma as críticas e defende que diferenças partidárias não podem se sobrepor aos interesses de Goiás.


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