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Goiânia, 26/09/26
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Em documento oficial, o PT goiano repudia ataques à honra e à integridade moral dos cidadãos

PT rebate presidente do Atlético-GO após fala ofensiva sobre governo federal e 'bets'

25/09/2026, às 12:13 · Por Redação

O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Goiânia divulgou uma nota de repúdio contra o presidente do Atlético Clube Goianiense, Adson Batista. A reação partidária ocorre após declarações do dirigente durante entrevista coletiva na quinta-feira (24), na qual atacou apoiadores da legenda ao ser questionado sobre medidas do Governo Federal voltadas à restrição e ao encerramento de patrocínios de casas de apostas (bets) no esporte.

Na ocasião, o mandatário rubro-negro declarou abertamente sua oposição ao governo atual e generalizou ofensas aos eleitores do partido:

"Eu não sou petista. Aliás, não gosto de petista. Eu sou um cara de direita, minhas características são definidas como uma pessoa de direita. Eu vejo petista com desvio moral e intelectual."

Em documento oficial, o PT goiano enfatizou que o dirigente tem pleno direito constitucional de se posicionar politicamente como um homem de direita e de divergir de qualquer gestão pública, mas pontuou que a liberdade de expressão não concede salvo-conduto para ataques generalizados à honra e à integridade moral dos cidadãos.

"Discordar de uma corrente política é legítimo. Desqualificar moral ou intelectualmente pessoas simplesmente por sua identificação partidária é outra questão", assinalou a nota, ressaltando a diversidade social, profissional e religiosa dos milhões de filiados e simpatizantes da agremiação em todo o país.

A legenda também cobrou maturidade no tratamento da regulação do mercado de apostas esportivas no Brasil. Segundo o texto, o impacto social e financeiro das casas de apostas exige uma discussão fundamentada em dados e políticas públicas, sem que o tema seja instrumentalizado para agressões partidárias.

Por fim, o diretório destacou o papel agregador do esporte e criticou a postura de Batista à frente de uma das principais instituições do futebol goiano: "O futebol é patrimônio cultural e social de todos os brasileiros. Seus clubes pertencem a torcedores de diferentes origens, classes sociais e posições políticas. Nenhuma preferência partidária deve ser utilizada para estabelecer quem merece ou não respeito dentro da comunidade esportiva."


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