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Diomício Gomes / O PopularPortões instalados por particulares bloqueiam a circulação de pedestres em vielas públicas da Rua 8, no Centro da capital, sob alegação de autoproteção
Por que vielas públicas do Centro de Goiânia estão sendo trancadas por grades e portões
21/09/2026, às 10:08 · Por Redação
O fechamento de vielas públicas por grades e portões no Centro de Goiânia tem sido adotado por comerciantes e moradores tem como argumento a insegurança. Em reportagem do jornal O Popular, foram identificadas dez estruturas instaladas por particulares que bloqueiam quatro vielas da Rua 8, nas proximidades da Rua do Lazer. Os responsáveis relatam que a medida visa coibir supostos atos de vandalismo e o uso desses espaços como banheiro a céu aberto.
Apesar da justificativa de autoproteção e zeladoria privada, os bloqueios confrontam diretamente o Código de Posturas e as diretrizes urbanísticas municipais. Por lei, as vielas são áreas públicas de uso comum destinadas à livre circulação de pedestres, e seu fechamento configura obstrução irregular de logradouro. Além disso, a presença dos portões tem dificultado até mesmo o trabalho de equipes de serviços essenciais, como vistorias na rede elétrica.
A restrição gerou a abertura de uma apuração pelo Ministério Público do Estado de Goiás, motivada por denúncias de que os bloqueios impedem o acesso a equipamentos públicos, a exemplo dos sanitários revitalizados pelo município. O procedimento também alerta para graves riscos de segurança coletiva, já que um dos becos fechados funciona como rota de fuga de emergência para centenas de moradores de um condomínio residencial em casos de incêndio ou desmoronamento.
Relatórios técnicos da fiscalização municipal já confirmaram a irregularidade das estruturas e sugeriram a remoção, mas os proprietários de estabelecimentos afirmam que contaram com autorizações verbais de gestões da prefeitura para a colocação das grades. Alguns locais chegam a explorar as áreas bloqueadas comercialmente para eventos privados. A administração municipal, por sua vez, não prestou esclarecimentos formais sobre as autorizações nem detalhou os planos para a fiscalização da área.
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