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Poder Goiás



Goiânia, 20/09/26
Matérias
Foto: Henrique Luiz

Será que Marconi ultrapassa a linha do razoável? Não sei, somente pesquisas qualitativas poderão dizer como o eleitor sentiu tudo isso

Coluna do Pablo Kossa: O dilema de Marconi

20/09/2026, às 02:47 · Por Pablo Kossa

Marconi Perillo tentou calibrar o tom. Isso ficou claro no debate promovido pelo Mais Goiás e na sabatina da CBN, ambos realizados na última semana. Após severas críticas por conta da agressividade excessiva apresentada no confronto entre os candidatos promovido pela PUC TV, quando aparentou inclusive certo descontrole ao bravejar que estava indignado em momento de fala do adversário, o tucano deve ter tomado um bom chá de camomila para os eventos seguintes de campanha. Deu resultado.

 

Mas aí vem o grande dilema de Marconi: como afrontar seus principais adversários com questionamentos que não soem moles, mas sem que descambe para falas irascíveis?

 

Modular isso não é fácil. Na verdade, é uma baita escolha de Sofia.

 

No debate do Mais Goiás, o ex-governador mostrou que mantém a disposição para o confronto. Foi especialmente duro com Daniel Vilela, chegando a chamá-lo de “mentiroso” e “hipócrita”. Também foi para a pancadaria verbal quando enfrentou Wilder Morais na discussão sobre saúde.

 

Será que ele ultrapassou a linha do razoável? Não sei, somente pesquisas qualitativas poderão dizer como o eleitor sentiu tudo isso.

 

Fazer com que essa energia seja percebida como firmeza e não como irritação é andar no fio da navalha. Demanda sensibilidade escolher os momentos de ataque e encontrar a modulação precisa da forma. A indignação que pode soar histriônica. Mas não dá pra fugir das cobranças objetivas aos oponentes.

 

Experiência não falta a Marconi, mas está difícil dele encontrar o discurso com contundência mas que não aparente provocação.

 

Gritar mais alto pode ser revelador de insegurança, autoritarismo ou até mesmo ansiedade por conta de pesquisas que não apontam um crescimento que a campanha projetava já ostentar nesse momento. Novamente, não sei.

 

O que sei é que o goiano percebe a diferença quando vê alguém que perdeu o prumo perante outro que está seguro do que fala.

 

Como esse eleitor está percebendo Marconi?


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