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Postagens e programas eleitorais mostram movimentos para ultrapassar bases tradicionais; críticas ao STF e defesa do impeachment de Alexandre de Moraes aparecem na campanha de oito dos 11 candidatos
Candidatos ao Senado ampliam discurso para conquistar novos eleitores em Goiás
15/09/2026, às 14:29 · Por Redação
Os candidatos ao Senado por Goiás têm ampliado o discurso de campanha em uma tentativa de alcançar eleitores além de suas bases tradicionais. As estratégias aparecem tanto nos últimos programas e inserções da propaganda eleitoral quanto nas publicações nas redes sociais.
Um dos principais temas explorados é a relação com o Supremo Tribunal Federal (STF) e a defesa do impeachment do ministro Alexandre de Moraes. O assunto foi abordado, de diferentes formas, por oito dos 11 candidatos que disputam as duas vagas destinadas a Goiás.
Entre os candidatos que incorporaram o tema à campanha está Ernesto Roller (PSDB). Zacharias Calil (MDB) também abordou a questão. Na propaganda eleitoral mais recente, Gustavo Mendanha (PRD) mencionou o ministro André Mendonça e afirmou que ele teria sido “extremamente corajoso” ao determinar investigação envolvendo Moraes.
Gayer busca ampliar perfil
Outro movimento ocorre na campanha de Gustavo Gayer (PL), que construiu sua trajetória política principalmente a partir de pautas ligadas ao bolsonarismo.
Em uma das peças levadas à televisão, o candidato passou a destacar sua atuação em defesa de Kailan, bebê diagnosticado com atrofia muscular espinhal. Gayer também defendeu a realização do teste do pezinho para todas as crianças nos primeiros momentos da infância.
A estratégia faz parte de um esforço de comunicação para apresentar o candidato também a um eleitorado mais moderado, além de sua base política tradicional.
Candidatos que não exploram o STF
Na outra ponta, Cíntia Dias (PSOL), Izaura Lemos (PCdoB) e Guilherme Darques (UP) são os três candidatos ao Senado que não fizeram do STF um dos principais temas de suas campanhas.
O movimento dos candidatos ocorre em uma disputa por duas cadeiras no Senado, o que leva as campanhas a buscarem diferentes segmentos do eleitorado e a ampliar o alcance de suas mensagens para além dos grupos que tradicionalmente apoiam cada candidatura.
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