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Goiânia, 12/09/26
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Plataforma do governo de Goiás amplia público em outubro e passará a oferecer crédito para microempreendedores e pessoas físicas; previsão é aumentar volume com entrada de instituições privada

Pequi Bank terá R$ 100 milhões em linhas de crédito na primeira expansão

10/09/2026, às 09:57 · Por Redação

O Programa de Empreendedorismo, Qualificação e Integração de Soluções Financeiras, conhecido como Pequi Bank, terá sua primeira ampliação de usuários em outubro, com a oferta de linhas de crédito para microempreendedores e pessoas físicas de categorias específicas. A expectativa do governo de Goiás é iniciar a nova etapa com pelo menos R$ 100 milhões em recursos disponíveis para empréstimos.

O valor, no entanto, poderá crescer com a entrada de instituições financeiras privadas na plataforma. Para viabilizar a participação dessas empresas em operações com juros subsidiados, o governo estadual encaminhou à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) um projeto de lei que amplia as possibilidades de utilização do Fundo de Equalização para o Empreendedor (Fundeq).

Desde o lançamento, em junho, o Pequi Bank é utilizado principalmente para a operacionalização do programa Bolsa Estudo, que atende atualmente cerca de 10 mil estudantes. A meta do governo é alcançar aproximadamente 330 mil beneficiários até o fim do ano. A plataforma foi criada para reunir serviços financeiros, programas sociais, crédito e soluções digitais e, segundo a Goiás Fomento, tem potencial para chegar a cerca de 660 mil usuários, entre pessoas físicas e jurídicas.

Crédito para microempreendedores

A principal estratégia para ampliar o número de usuários será a oferta de crédito direcionado ao microempreendedor, com juros subsidiados por recursos públicos do Fundeq, criado em 2020. O fundo tem como foco o microcrédito para trabalhadores autônomos, com operações que podem chegar a R$ 21 mil por empreendedor.

O projeto encaminhado à Alego permite que os recursos do fundo também sejam utilizados em operações realizadas em parceria com instituições privadas, além das linhas já oferecidas pela Goiás Fomento. A proposta prevê ainda a possibilidade de convênios e acordos com bancos, fundos garantidores, instituições de mitigação de risco e instituições de investimento.

Na justificativa, o governo afirma que a mudança não altera a finalidade do Fundeq, mas atualiza as regras para permitir novos instrumentos de crédito, equalização de juros, redução de riscos e parcerias estratégicas.

O presidente da Goiás Fomento, Rivael Aguiar, afirma que as novas linhas passarão por testes antes de serem disponibilizadas na plataforma. Segundo ele, os R$ 100 milhões representam uma estimativa inicial, baseada nos produtos e recursos já disponíveis na própria agência.

“Vai começar com as próprias linhas da Goiás Fomento, que já estão disponíveis e somente serão migradas para a oferta por meio da plataforma”, afirmou.

Linhas de até R$ 5 milhões

Além do microcrédito, o Pequi Bank deverá reunir linhas de até R$ 300 mil para capital de giro e de até R$ 400 mil para investimentos. Também estão previstas operações especiais de até R$ 5 milhões para empresas, em produtos que já fazem parte do portfólio da Goiás Fomento.

Com a entrada de novas instituições financeiras, a plataforma poderá ampliar a variedade de produtos disponíveis, de acordo com a oferta de cada parceiro.

Entre as iniciativas previstas está uma linha de crédito para aquisição de veículos elétricos por motoristas de aplicativo, com juros abaixo dos praticados no mercado. A medida é resultado de articulação do Sistema OCB/GO com o governo estadual e a Cooperativa de Motoristas do Transporte Remunerado Privado Individual de Passageiros (CoopGo).

A linha deverá financiar veículos de até R$ 140 mil, com previsão de R$ 15,6 milhões destinados à aquisição dos modelos elétricos.

Governo projeta movimentação de R$ 16,7 bilhões

Rivael Aguiar também mantém a projeção de que o Pequi Bank poderá atingir movimentação financeira próxima dos R$ 16,7 bilhões anunciados no lançamento da plataforma.

Segundo ele, a estimativa considera não apenas empréstimos, mas também movimentações em contas digitais, antecipação de recebíveis, pagamentos, cartões e outros serviços financeiros.

A previsão é alcançar um volume próximo desse montante até o fim do próximo ano, dependendo da adesão de usuários e da quantidade de produtos e instituições disponíveis na plataforma.

O governo também avalia formas de estimular servidores públicos estaduais a utilizar o Pequi Bank. A folha de pagamento, porém, não será transferida para a plataforma, já que o Estado mantém contrato de exclusividade com a Caixa Econômica Federal. Segundo Rivael, os servidores poderão optar pela portabilidade dos salários para o Pequi Bank, caso tenham interesse.


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