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Larissa da Mata Silva, de 30 anos, apresentou dor e inchaço na perna direita antes de morrer; Polícia Civil mantém diligências para esclarecer as circunstâncias do caso
Perícia aponta tromboembolismo pulmonar como causa da morte de fisioterapeuta em Mozarlândia
14/08/2026, às 09:51 · Por Redação
A fisioterapeuta Larissa da Mata Silva, de 30 anos, morreu em decorrência de um tromboembolismo pulmonar provocado por trombose venosa profunda na perna direita, segundo informação da Polícia Científica. A profissional passou mal após estar em uma fazenda de Mozarlândia, no norte de Goiás, e morreu depois de receber atendimento no hospital municipal. Apesar da indicação pericial de causa natural, a Polícia Civil mantém a apuração sobre as circunstâncias da morte.
Larissa deu entrada no Hospital Municipal de Mozarlândia por volta das 0h50 do dia 2 de agosto, com dor e inchaço na perna direita. Segundo o delegado Willian Caio da Silva disse ao jornal O popular, os profissionais de saúde suspeitaram de trombose venosa e iniciaram a medicação indicada. O quadro apresentou piora em pouco tempo, a paciente precisou ser intubada e morreu pouco depois.
Durante o agravamento do estado de saúde, hematomas apareceram em diferentes partes do corpo, situação que chamou a atenção dos investigadores. De acordo com o delegado, antes da piora, Larissa estava consciente, não havia relatado agressão e não apresentava os outros hematomas identificados posteriormente. A fisioterapeuta tinha ainda um ferimento no joelho, que, segundo relato dela própria, ocorreu após uma queda de moto.
“Antes de acontecer isso, ela estava com consciência e não tinha relatado ter sofrido nenhum tipo de agressão, assim como não apresentava outros hematomas. Os hematomas foram aparecendo durante a piora do quadro clínico dela”, afirmou Willian Caio da Silva.
O médico Marcelo Daher explicou ao jornal O Popular que o tromboembolismo pulmonar pode ocorrer quando um coágulo formado em uma veia profunda se desprende e chega aos pulmões por meio da circulação sanguínea. A obstrução das artérias pulmonares pode comprometer a oxigenação e provocar sobrecarga do coração.
“Qualquer pessoa que faz uma trombose ou um tromboembolismo na perna, esse trombo (coágulo) pode migrar desse vaso para qualquer lugar, no braço, na perna. E ele impacta nos pulmões, e aí faz um quadro grave de tromboembolia pulmonar. Causa uma falta de ar intensa e às vezes o paciente morre”, explicou Daher.
Polícia mantém investigação
A Polícia Civil passou a apurar o caso após receber informações de familiares e acompanhantes e constatar relatos sobre os hematomas. A corporação também considerou informações sobre consumo de drogas por pessoas que participavam da festa na fazenda onde Larissa estava antes de procurar atendimento médico. Diante das dúvidas sobre o episódio, a polícia solicitou exame cadavérico ao Instituto Médico-Legal (IML), relatórios do hospital e depoimentos de pessoas relacionadas ao atendimento, entre elas a médica responsável pela paciente.
O caso passou inicialmente por uma Verificação da Procedência das Informações (VPI), procedimento usado para identificar elementos que possam justificar a abertura de inquérito. “Fizemos algumas diligências dentro dessa VPI, colhemos informações, requisitamos relatórios do hospital, ouvimos as pessoas, em especial a médica que realizou o atendimento hospitalar da paciente Larissa”, disse o delegado.
Segundo Willian Caio da Silva, o médico-legista responsável pelo exame informou de forma preliminar que a morte ocorreu por causas naturais, em consequência do tromboembolismo pulmonar. A conclusão é compatível com a suspeita de trombose identificada pela equipe médica que atendeu a fisioterapeuta.
Mesmo diante do resultado pericial, a Polícia Civil informou que pretende concluir as diligências antes de encerrar a apuração. “A Polícia Civil vai seguir em diligências aqui para deixar o caso com uma conclusão bem redonda para confortar a família, pelo menos para a família saber se foi com certeza um caso de morte natural ou se teve algum tipo de violência externa envolvida”, afirmou o delegado.
Larissa morava em Goiânia, atuava como fisioterapeuta e também era professora universitária. Após a notícia da morte, pacientes, alunos e amigos publicaram mensagens nas redes sociais. “Que tristeza! Foi minha fisioterapeuta. Tão dedicada e meiga! Excelente profissional!”, escreveu um paciente.
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