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Goiânia, 15/08/26
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Operação Klonen cumpriu mandados em Goiânia, Senador Canedo e Anápolis; investigação aponta que parte dos recursos obtidos com a fraude pode ter sido usada em campanha eleitoral

Operação da PF em Goiás mira grupo suspeito de ataque cibernético que causou prejuízo de 30 milhões de euros

14/08/2026, às 09:37 · Por Redação

A Polícia Federal deflagrou a Operação Klonen para investigar um grupo suspeito de participação em um ataque cibernético contra uma instituição financeira da Alemanha que causou prejuízo estimado em 30 milhões de euros, cerca de R$ 179,9 milhões na cotação atual. A ação, realizada nesta quinta-feira (13), teve desdobramentos em Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro e apura crimes relacionados a fraudes bancárias eletrônicas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva. Em Goiás, a operação concentrou nove buscas em Goiânia, uma em Senador Canedo e outra em Anápolis. A capital goiana também foi alvo de um mandado de prisão preventiva. As demais ordens judiciais foram executadas no Rio de Janeiro e nos municípios paulistas de Guarulhos, Carapicuíba e Indaiatuba. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

Segundo a PF, o ataque ocorreu no fim de 2023, teve origem no Brasil e atingiu uma instituição financeira alemã. A investigação teve início após a própria empresa comunicar às autoridades brasileiras que havia sido vítima da ação cibernética. A partir das informações recebidas, os investigadores passaram a rastrear os responsáveis e o caminho percorrido pelo dinheiro retirado por meio das fraudes.

As apurações apontam que o grupo teria utilizado diferentes mecanismos para movimentar e ocultar os recursos. Entre as estratégias identificadas estão cartões de pagamento emitidos sem autorização dos beneficiários, contas usadas para transferência de valores, empresas, instituições de pagamento e plataformas de ativos virtuais. A suspeita é de que essa estrutura tenha sido utilizada para dificultar a identificação da origem e do destino do dinheiro.

Uma das linhas da investigação também alcança as eleições municipais de 2024. A Polícia Federal identificou que um dos investigados concorreu a cargo eletivo naquele pleito e suspeita que parte dos recursos obtidos por meio das fraudes tenha sido destinada à campanha eleitoral. A PF não informou o nome do candidato, o cargo disputado nem o município onde ele concorreu.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro de ativos financeiros, veículos e imóveis vinculados aos investigados. O bloqueio pode alcançar aproximadamente R$ 106 milhões e busca preservar patrimônio para eventual ressarcimento dos prejuízos apurados no decorrer do processo.

Os investigados poderão responder, conforme a participação atribuída a cada um, pelos crimes de furto qualificado mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou que outros delitos poderão ser identificados com o avanço das investigações e a análise do material apreendido durante a Operação Klonen.


Investigação PF Goiás,