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Goiânia, 15/08/26
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Divulgação/Agência Senado

Já tivemos senadores cumprindo anos e anos de mandato herdados sem a menor representatividade. Não é raro, acontece muito

Coluna do Pablo Kossa: O tal do suplente de senador tem que acabar

13/08/2026, às 23:25 · Por Pablo Kossa

Você já deu uma olhada nos suplentes de cada candidato que vai pedir seu voto para senador? (https://opopular.com.br/politica/seis-candidatos-ao-senado-tem-bens-acima-de-r-10-milh-es-1.3443765) Responda com sinceridade: quais desses você sabe quem é?

 

Nem mesmo o mais fissurado leitor sobre política goiana saberá dizer quem é cada um deles. Os nomes que os dez pretendentes ao Senado pelo nosso estado escolheram como suplentes são ilustres desconhecidos da maioria dos goianos.

 

E o pior é que alguns deles podem vir a representar Goiás na Câmara Alta. Acontece com frequência. Senadores normalmente tentam outros cargos durante o longo mandato de oito anos. Eles também podem vir a ser cassados. Nesses casos, os suplentes assumem. Mesmo sendo notórios anônimos para a população.

 

Tirando dois ou três dos suplentes escolhidos para a disputa de 2026 que já exerceram mandatos e têm alguma vivência política, a grande maioria entraria no Eixo Anhanguera no Novo Mundo, desceria do ônibus no Padre Pelágio e não seria abordado uma única vez pela população. Ninguém os conhece.

 

Já tivemos senadores cumprindo anos e anos de mandato herdados sem a menor representatividade. Não é raro, acontece muito.

 

Com respeito às exceções que são composições políticas legítimas, normalmente se faz um acordo com um ricaço que vai colocar uma grana pesada na campanha. O retorno desse investimento é a vaga na suplência. Uma negociação comercial que gera déficit de representatividade política quando o eleito deixa o cargo por qualquer motivo.

 

O fim dos suplentes é mais que necessário.

 

No caso de vacância, poderíamos adotar uma das alternativas: ou se coloca no cargo aquele que ficou em segundo lugar (ou terceiro, nos anos em que são eleitos dois senadores como é o caso de 2026), ou sobe o deputado federal líder de votos no estado para o Senado.

 

Ambas alternativas teriam maior legitimidade conferida pelo voto do que o tal do suplente que ninguém sabe quem é.

 

Concorda?   


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