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Goiânia, 15/08/26
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Candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado defende diálogo, critica governos do PT e aponta o pragmatismo na gestão pública como caminho para o desenvolvimento do país

Caiado atribui atraso do Brasil à polarização política

04/08/2026, às 08:50 · Por Redação

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que a polarização política e a tentativa de rotular adversários prejudicam o desenvolvimento do Brasil. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., apresentado por Rogério Vilela, ele defendeu a redução dos conflitos políticos e uma atuação do poder público voltada à obtenção de resultados. "Você tem que pacificar o Brasil, não dá mais. Isso aí é um atraso", declarou Caiado. 

Para o candidato, o debate nacional passou a concentrar esforços na disputa entre grupos políticos, enquanto problemas relacionados à educação, economia, segurança e oportunidades para os jovens permanecem no centro das demandas da população. Durante a entrevista, Caiado também direcionou críticas aos governos do PT e responsabilizou as administrações petistas por parte dos problemas enfrentados pelas novas gerações. 

Ao abordar educação e mercado de trabalho, comparou a situação dos jovens brasileiros com a de pessoas da mesma faixa etária em países asiáticos. "O Lula roubou o futuro dos jovens. Um jovem que nasceu no primeiro mandato do Lula, se ele comparar com a mesma geração dele que nasceu na Índia, na China, na Coreia ou no Vietnã, vai ver que está em posição pior nas áreas social, educativa e profissional", afirmou.

Caiado também relembrou sua trajetória antes de ingressar na política. Médico, com atuação em ortopedia e trauma, ele contou que um atendimento realizado no início da carreira, no Rio de Janeiro, teve influência sobre sua escolha pela área de cirurgias e atendimento a pacientes em situações de risco.

A entrada na política ocorreu no período dos debates da Assembleia Nacional Constituinte. Caiado participou da mobilização de produtores rurais diante das discussões relacionadas ao direito de propriedade e esteve à frente da criação da União Democrática Ruralista (UDR). A atuação abriu caminho para sua trajetória eleitoral, que posteriormente incluiu mandatos de deputado federal, senador e governador de Goiás.

Ao tratar de sua passagem pelo governo estadual, Caiado citou a regionalização da saúde como uma das políticas adotadas em Goiás. Ele mencionou a implantação de hospitais e leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) fora da capital e relacionou a estratégia à redução das chamadas mortes evitáveis.

"São 18,4 mil vidas preservadas em cinco anos. Isso é o resultado da nossa política de mortes evitáveis. Quando você não tem hospitais próximos, a pessoa morre por falta de estrutura para o transporte e socorro rápido", disse.

O candidato também citou a segurança pública entre os temas que pretende levar ao debate nacional. Caiado relacionou os resultados obtidos em Goiás à política de enfrentamento às organizações criminosas e defendeu a aplicação de medidas semelhantes em uma eventual gestão no Palácio do Planalto.

Na parte final da entrevista, Caiado falou sobre sua rotina pessoal e a fé católica. Segundo ele, as orações fazem parte do início e do encerramento de seus dias e funcionam como momento de reflexão sobre decisões e comportamento. "Piso na vaidade todo dia cedo, esfrego ela bastante no chão e aí vou trabalhar", afirmou.

Já no contexto da disputa presidencial, o candidato do PSD confirmou que pretende participar de novos debates e sabatinas durante a campanha. A estratégia é utilizar esses espaços para apresentar propostas e confrontar seu modelo de gestão com os projetos dos demais candidatos ao Palácio do Planalto.


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