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Presidente estadual da legenda, Kowalski Ribeiro afirma que partido abriu mão da disputa ao Senado e busca compor chapa majoritária na eleição para o Governo de Goiás
PDT amplia articulação por frente de centro-esquerda para eleições em Goiás
01/08/2026, às 09:48 · Por Redação
A poucos dias da convenção estadual marcada para 3 de agosto, o PDT intensificou as negociações para definir sua estratégia nas eleições de 2026 em Goiás. Em entrevista à BandNews FM Goiás, o presidente estadual da legenda, Kowalski Ribeiro, afirmou que a prioridade do partido é construir uma frente unificada de centro-esquerda para disputar o governo estadual e apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Embora não integre a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, o PDT participa das conversas para viabilizar uma candidatura única no campo da centro-esquerda. Segundo Kowalski, a legenda decidiu retirar a pretensão de disputar uma vaga ao Senado para ampliar as possibilidades de composição na chapa majoritária.
"Chegamos à conclusão de que seria melhor concentrar as candidaturas ao Senado. A direita está fragmentada e a esquerda precisa apresentar um projeto competitivo. O PDT abriu mão dessa pretensão e passou a discutir a possibilidade de indicar o candidato a vice-governador", afirmou durante entrevista.
O dirigente ressaltou que a estratégia acompanha a definição nacional do PDT de apoiar Lula na disputa pela Presidência da República. "O PDT já definiu nacionalmente o apoio ao presidente Lula porque entendemos que ele representa pautas como a pesquisa científica, a universidade pública, a educação, os direitos dos trabalhadores e o fortalecimento da democracia", declarou.
Kowalski informou que as negociações mais avançadas ocorrem com a Federação Brasil da Esperança e também com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB). Segundo ele, não houve avanço nas conversas com o grupo político do governador Daniel Vilela (MDB) em razão das diferenças no cenário nacional. "Estamos bem avançados com a Frente Brasil da Esperança e também conversando com o ex-governador Marconi Perillo. Não avançamos com Daniel Vilela porque ele apoia a candidatura presidencial de Ronaldo Caiado, enquanto o PDT definiu apoio ao presidente Lula", disse.
O presidente estadual do PDT afirmou ainda que a legenda mantém diálogo com diferentes partidos, com exceção do PL. "O único partido com o qual não mantemos diálogo político é o PL, em razão das diferenças de entendimento sobre a democracia", declarou.
Na avaliação de Kowalski, as pré-candidaturas de Marconi Perillo e do ex-deputado estadual Luiz César Bueno (PT) disputam um segmento semelhante do eleitorado, o que, segundo ele, pode favorecer um entendimento antes do início oficial da campanha. "O PDT trabalha pela construção de uma frente democrática em Goiás ainda no primeiro turno. As candidaturas de Marconi e de Luiz César conversam com o mesmo público e pensam de forma muito parecida. Se essa união será possível, as convenções vão responder", afirmou.
Além das negociações para a chapa majoritária, o partido concentra esforços na formação das chapas proporcionais. A expectativa é registrar 42 candidatos a deputado estadual e 18 candidatos a deputado federal. "É um trabalho intenso. Precisamos organizar toda a documentação, montar as chapas proporcionais e, ao mesmo tempo, negociar as alianças para a eleição majoritária. É um período de muito trabalho para qualquer presidente de partido", concluiu.
As definições sobre o posicionamento do PDT nas eleições de 2026 deverão ser oficializadas durante a convenção estadual da legenda, prevista para a próxima segunda-feira (3), quando também avançam as articulações entre os partidos que discutem a formação de uma chapa de centro-esquerda em Goiás.
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