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Sem espaço na propaganda eleitoral e isolado politicamente, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) causou mal-estar entre correligionários ao propor diálogo para uma aliança inédita com o PT em Goiás.
Marconi voltou a considerar aliança com o PT para tentar sair do isolamento
31/07/2026, às 10:56 · Por Redação
Pressionado pela falta de apoio partidário e pelo fraco desempenho nas pesquisas eleitorais, o ex-governador e pré-candidato Marconi Perillo (PSDB) cogita uma cartada radical para a disputa de 2026: uma coligação com o PT. A revelação foi feita pelo jornalista Caio Henrique Salgado no podcast Giro 360, do jornal O Popular.
Segundo a apuração, após o fracasso nas negociações para atrair o Republicanos e o PDT, Marconi colocou formalmente na mesa de discussão com pré-candidatos e lideranças tucanas a possibilidade de um acordo com a legenda petista — alternativa que ele mesmo rechaçava até então. A movimentação provocou forte reação interna e gerou "alvoroço e confusão" entre os seus aliados mais próximos.
"Marconi jogou na mesa essa semana a possibilidade que descartou por tanto tempo: fazer uma aliança com o PT. Causou um alvoroço entre seus aliados. Foi uma confusão." — Caio Henrique Salgado, jornalista do jornal O Popular.
A manobra reflete a fragilidade numérica da pré-candidatura tucana. Na mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (30), Marconi aparece com 21% das intenções de voto, estagnado e distante do governador Daniel Vilela (MDB), que lidera com 37%. Além da expressiva desvantagem de 16 pontos no primeiro turno e do alto índice de rejeição, o tucano enfrenta o fantasma do isolamento na propaganda gratuita: sem coligação forte, uma chapa "puro-sangue" do PSDB renderia a Marconi míseros 34 segundos por bloco de rádio e TV.
Em contraste direto com o estrangulamento da oposição, o cenário para a base governista é de ampla hegemonia. Daniel Vilela estruturou uma megaaliança com nove partidos (MDB, União Brasil, PSD, PP, Republicanos, Podemos, PRD/Solidariedade, Avante e Mobiliza), garantindo 4 minutos e 56 segundos de tempo de TV.
Na sequência, o próprio PT, de Luis Cesar Bueno, aparece com o segundo maior tempo (2 minutos e 27 segundos) graças à federação com PCdoB e PV e apoio do PSB e Psol/Rede, enquanto a chapa de Wilder Morais (PL/Novo) dispõe de 2 minutos e 1 segundo. É exatamente para tentar abocanhar o tempo valioso da esquerda que Marconi agora acena para os antigos adversários históricos.
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