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Goiânia, 11/08/26
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Felipe Cecílio se desespera após pesquisa Genial/Quaest mostrar seu aliado estagnado e governador Daniel Vilela disparando na frente

Frustrado com resultado da Quaest, aliado de Marconi quer banir pesquisas eleitorais

31/07/2026, às 09:26 · Por Redação

A divulgação da nova rodada da pesquisa Genial/Quaest para o governo do Estado, nesta quinta-feira (30), motivou reações do grupo político do ex-governador e pré-candidato Marconi Perillo (PSDB). O levantamento aponta o crescimento do atual governador e pré-candidato à reeleição, Daniel Vilela (MDB), que ampliou a vantagem sobre o tucano de 12 para 16 pontos percentuais no cenário estimulado de primeiro turno.

Diante do resultado, o pré-candidato a deputado federal Felipe Cecílio (PSDB) usou as redes sociais para questionar a credibilidade dos levantamentos e defender o banimento dos estudos eleitorais no país. “Estou com a minha opinião formada depois que vi ali o resultado da pesquisa Quaest. Esse negócio de pesquisa eleitoral é algo que a gente tem que acabar com urgência no Brasil. E vocês podem ter certeza que eu sendo eleito deputado federal, vou lutar por isso incansavelmente no Congresso Nacional. Isso é algo que atrapalha muito o povo brasileiro. Se for parar para pensar é um absurdo”, declarou o tucano em vídeo.

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Cecílio alegou que os estudos induzem a escolha do eleitor. “A pessoa deixa de votar em quem ela quer para votar ali conforme as circunstâncias, no menos pior. É o que a pesquisa eleitoral faz”, criticou. Ele também fez acusações diretas ao instituto e ao seu sócio-fundador, Felipe Nunes. “Pesquisa tem de acabar no Brasil. Ainda mais tendo aqui essas pesquisas compradas, como essa Quaest, por exemplo, daquele professor Felipe Nunes”.

Felipe Nunes possui doutorado em ciência política e mestrado em estatística pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). O instituto Genial/Quaest é reconhecido por acertar os resultados dos pleitos sempre dentro da margem de erro. Ao encerrar o vídeo, o pré-candidato tucano ironizou. “A Quaest é uma piada, uma vergonha, assim como a maioria das pesquisas. Então, para que a gente tenha um processo eleitoral justo, sério, equilibrado, inclusive genuíno, é fundamental que essas pesquisas eleitorais acabem”.

A declaração gerou reações instantâneas nas redes sociais. O internauta João Pedro Ribeiro lembrou a postura recente do próprio tucano frente a outro levantamento. “Mas há alguns dias você estava postando nas suas redes sociais e celebrando uma pesquisa que colocava Marconi a frente, como seria mais esse devaneio de sua mente, as pesquisas proibidas seriam apenas as que não mostram seu candidato em primeiro lugar?”, questionou. A publicação citada ocorreu no dia 3 de julho, quando Cecílio celebrou dados do Instituto Lupa, que sequer tem histórico de realizações de pesquisas em Goiás, divulgados na imprensa. “Muito contente com o resultado divulgado pelo Jornal Metrópoles, em pesquisa realizada pelo Instituto Lupa, que nos colocou em primeiro lugar na corrida ao Palácio das Esmeraldas!”, escreveu Felipe Cecílio.

Montagem

Paralelamente às críticas de Cecílio, o ex-governador Marconi Perillo compartilhou em suas redes sociais uma imagem no formato de colaboração (colab) com o pré-candidato a deputado federal. A peça simula a interface gráfica do portal de notícias G1, mas altera o conteúdo original da reportagem sobre a pesquisa Genial/Quaest. A montagem exibe a manchete falsa: "Pesquisa Quaest em Goiás: Marconi Perillo e Daniel Vilela no 2º turno", seguida da frase: "Goiás vai poder escolher entre: a experiência e a inexperiência, o certo e o duvidoso".

A reportagem original do portal trouxe o título factual: "Quaest em Goiás: Daniel Vilela tem 37%; Marconi Perillo, 21% no 1º turno". O texto do veículo de comunicação traz os percentuais de intenção de voto do primeiro turno e simula cenários de segundo turno, sem utilizar a frase veiculada pelo ex-governador.

Rejeição

A Genial/Quaest também aponta Marconi Perillo como o pré-candidato mais rejeitado na disputa pelo governo do Estado. Segundo o levantamento, 46% dos eleitores afirmam que o conhecem, mas não votariam nele. O índice é mais que o dobro do registrado por Daniel Vilela (20%) e superior ao de Wilder Morais (21%). 

A pesquisa ouviu 1.104 eleitores entre os dias 24 e 28 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-08063/2026 e GO-01701/2026. (Assista ao vídeo no final da matéria).



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