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Goiânia, 04/09/26
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Conhecido como "Doctor Jack Botox", Jacsymon Fonseca Magalhães passou cerca de nove meses preso na Flórida e também responde por episódios registrados no Brasil

Médico goiano é deportado dos EUA após acusação de exercício ilegal da medicina

25/07/2026, às 09:11 · Por Redação

O médico goiano Jacsymon Fonseca Magalhães, conhecido nos Estados Unidos como "Doctor Jack Botox", foi deportado para o Brasil após permanecer cerca de nove meses preso na Flórida. Ele é acusado pelas autoridades norte-americanas de exercer a medicina sem licença e de realizar procedimentos estéticos irregulares em pacientes na região de Orlando. A informação foi publicada inicialmente pelo jornalista Fernando Machado Borges, na plataforma Substack.

Jacsymon foi preso em outubro de 2025, em Winter Garden, durante uma operação policial. No imóvel onde atuava, investigadores apreenderam seringas já preparadas para uso e frascos sem identificação. As apurações também apontaram a realização de mais de 130 transações financeiras relacionadas a consultas e procedimentos, incluindo aplicações de testosterona, preenchimentos faciais, colágeno e medicamentos para emagrecimento. Os valores cobrados variavam entre US$ 400 e US$ 1.420.

Segundo a investigação, embora tivesse autorização para trabalhar apenas como técnico em estética e especialista facial, Jacsymon realizava atos privativos da medicina sem possuir licença para exercer a profissão nos Estados Unidos. Por esse motivo, ele responde na Justiça da Flórida por exercício ilegal da medicina e também por exercício irregular de profissão na área da saúde.

As autoridades norte-americanas afirmam ainda que o goiano utilizava polimetilmetacrilato (PMMA) em procedimentos apresentados aos pacientes como aplicações de Botox. O PMMA é uma substância de preenchimento permanente que pode provocar complicações graves, incluindo deformações e risco de morte caso alcance a corrente sanguínea.

Antes de deixar o Brasil, Jacsymon já havia sido investigado por um caso ocorrido em Goiânia. Em 2016, ele foi indiciado por homicídio culposo após a morte da empresária Érica Regina Silvério Mesquita, de 34 anos. Segundo a investigação, a vítima sofreu perfuração no fígado durante uma cirurgia de lipoaspiração e não resistiu às complicações.

Na ocasião, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) determinou a suspensão do registro profissional do médico pelo período de 180 dias. Agora, após a deportação, Jacsymon retorna ao Brasil enquanto permanece respondendo aos processos relacionados à atuação irregular nos Estados Unidos.