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Goiânia, 20/07/26
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Em parceria com a Defensoria Pública de Goiás, ação atenderá casos de filiação biológica e socioafetiva, além de possibilitar acordos sobre guarda, pensão e convivência familiar

Mutirão em faculdade oferece reconhecimento de paternidade e mediação de conflitos familiares

17/07/2026, às 09:47 · Por Redação

O Centro Universitário Alves Faria (Unialfa) em Goiânia recebe, no dia 1º de agosto, o Dia D do Programa Meu Pai Tem Nome, iniciativa da Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) voltada ao reconhecimento de paternidade e maternidade. Os atendimentos serão gratuitos e ocorrerão das 8h às 17h, no Bloco D da Unidade Perimetral, contemplando crianças, adolescentes e adultos.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 17 de julho, por meio do WhatsApp (62) 98330-0095. O programa permite o reconhecimento de pai ou mãe biológico, com ou sem exame de DNA, além do reconhecimento da filiação socioafetiva, quando há vínculo entre a pessoa e o pai ou mãe de criação. Também serão atendidos casos em que o reconhecimento é solicitado após a morte de um dos genitores.

Além da regularização da filiação, a iniciativa poderá tratar, conforme análise da Defensoria Pública e concordância entre os envolvidos, de questões relacionadas à guarda de filhos, pensão alimentícia e convivência familiar. Nessas situações, serão realizadas mediações para a construção de acordos e formalização dos termos entre as partes.

A ação contará ainda com a participação da Escola de Direito da Unialfa. Estudantes do curso acompanharão os atendimentos sob supervisão de professores e defensores públicos, participando da triagem documental, das orientações jurídicas e das etapas de formalização dos acordos extrajudiciais.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica da Escola de Direito da Unialfa, professora Karla Vaz, a atividade aproxima os acadêmicos da realidade da profissão. “Eles participarão de atividades de apoio à triagem da documentação, acompanharão orientações jurídicas supervisionadas, observarão mediações conduzidas pela Defensoria Pública e auxiliarão, sempre sob supervisão, nas etapas necessárias à formalização dos termos de entendimento firmados entre as partes”, afirmou.

Para a docente, a experiência permite compreender aspectos do exercício da advocacia que vão além da legislação. “Os estudantes terão contato direto com pessoas que buscam o reconhecimento da filiação biológica ou socioafetiva, compreenderão a importância da escuta qualificada, acompanharão sessões de mediação e observarão como o Direito pode transformar realidades por meio do diálogo e da construção de consensos”, destacou.

Karla Vaz também ressaltou que muitos atendimentos envolvem situações familiares que exigem preparo técnico e sensibilidade. “Esses casos ensinam que cada processo representa uma história de vida. Os estudantes percebem que, além do conhecimento jurídico, é indispensável atuar com empatia, ética, respeito e responsabilidade”, disse.

A coordenadora acrescentou que a parceria com a Defensoria Pública contribui para a formação prática dos futuros profissionais. “Ao atuar junto à comunidade, o estudante compreende que o Direito existe para servir às pessoas e garantir direitos fundamentais. Além disso, aprende a lidar com situações reais, desenvolve sensibilidade social e entende a importância do acesso à Justiça, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirmou.

Além da edição realizada na Unialfa Goiânia, o Dia D do Programa Meu Pai Tem Nome ocorrerá simultaneamente em unidades da Defensoria Pública distribuídas por diversos municípios goianos.


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