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Vítimas receberam atendimento médico e foram encaminhadas à rede municipal de proteção; casal foi preso em flagrante por cárcere privado, maus-tratos e apropriação de benefício
Prefeitura acolhe bebê e três adolescentes resgatados em situação de maus-tratos em Aparecida
08/07/2026, às 17:28 · Por Divulgação
A Prefeitura de Aparecida de Goiânia prestou assistência a um bebê de três meses e três adolescentes, de 12, 14 e 17 anos, resgatados na tarde desta segunda-feira (6) em situação de maus-tratos, cárcere privado e abandono em uma residência na região leste do município. A ação envolveu a Guarda Civil Municipal (GCM), a Secretaria Municipal de Assistência Social, o Conselho Tutelar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a rede municipal de saúde.
Durante o atendimento, as equipes constataram que as vítimas viviam em condições precárias e insalubres. Dois dos adolescentes foram encontrados trancados em um quarto sem janelas, sendo necessário o arrombamento da porta para o resgate. Segundo a ocorrência, o adolescente de 14 anos é diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e beneficiário do Benefício de Prestação Continuada (BPC), havendo indícios de utilização irregular dos recursos pelos responsáveis.
Ainda conforme as equipes, a residência apresentava escassez de alimentos e os menores demonstravam sinais aparentes de desnutrição e abandono. O Samu prestou os primeiros atendimentos e encaminhou as vítimas para avaliação médica. Os três adolescentes permaneceram internados devido ao estado de desnutrição. O bebê também recebeu atendimento médico antes de ser inserido na rede de proteção.
A Secretaria Municipal de Assistência Social informou que o bebê e os adolescentes foram encaminhados às unidades de acolhimento do município, onde passaram a receber acompanhamento psicológico, assistência social e atendimento médico especializado.
Os dois responsáveis foram presos em flagrante pelos crimes de cárcere privado, maus-tratos contra menores de 14 anos e apropriação de benefício de pessoa com deficiência. Após os procedimentos legais e exames periciais, eles foram encaminhados à Central Geral de Flagrantes de Aparecida de Goiânia, permanecendo à disposição da Polícia Civil, que dará continuidade às investigações.
A Prefeitura informou que o caso segue sendo acompanhado pela rede municipal de proteção à criança e ao adolescente, em conjunto com os órgãos competentes, para garantir a proteção integral e o cumprimento dos direitos das vítimas, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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