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Goiânia, 05/07/26
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Rafael Gomes Pereira responderá ao processo em liberdade após decisão da 4ª Câmara Criminal, mas terá de cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça

TJGO manda soltar lutador investigado por espancar adolescente em Goiânia

04/07/2026, às 12:15 · Por Redação

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) concedeu habeas corpus ao lutador de jiu-jítsu Rafael Gomes Pereira, investigado por agredir um adolescente de 17 anos durante uma briga ocorrida em Goiânia. A decisão da 4ª Câmara Criminal revogou a prisão preventiva e autorizou que o investigado responda ao processo em liberdade, desde que cumpra uma série de medidas cautelares estabelecidas pela Justiça.

Entre as determinações estão o uso de tornozeleira eletrônica pelo período de 90 dias, comparecimento mensal em juízo, proibição de deixar Goiânia por mais de dez dias sem autorização judicial, atualização do endereço, presença em todos os atos do processo e a obrigação de manter distância mínima de 100 metros das vítimas.

Rafael estava preso preventivamente desde o dia 4 de junho e é investigado pelos crimes de tentativa de homicídio e corrupção de menores. O episódio ocorreu na noite de 29 de maio, em uma quadra esportiva da Praça das Artes, no Jardim Goiás, região Sul da capital. Conforme as investigações, a confusão começou após uma discussão entre o adolescente e o filho do lutador durante uma partida de futebol.

Imagens registradas por testemunhas mostram o momento em que Rafael aplica um golpe conhecido como "mata-leão" no adolescente. O jovem perde a consciência e permanece caído no chão enquanto pessoas que estavam no local tentam interromper as agressões.

No dia da ocorrência, o lutador foi preso em flagrante, mas obteve liberdade após audiência de custódia mediante cumprimento de medidas cautelares. Dias depois, a Justiça decretou sua prisão preventiva após o rompimento da tornozeleira eletrônica. Na ocasião, a defesa alegou que a retirada do equipamento fazia parte de uma estratégia para que Rafael se apresentasse espontaneamente às autoridades.

Após a repercussão do caso, surgiram outros relatos envolvendo o lutador. Pais de dois jovens afirmaram que seus filhos também teriam sido agredidos por Rafael há cerca de três anos em um shopping localizado no Setor Bueno. Segundo os relatos, o investigado alegava que agia para defender os próprios filhos de supostos casos de bullying.

Em nota, a defesa informou que recebeu a decisão "com tranquilidade" e afirmou que o Tribunal reconheceu não ter havido descumprimento das medidas cautelares anteriormente impostas. Os advogados também declararam confiar que os fatos serão esclarecidos ao longo da instrução processual.


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