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Goiânia, 05/07/26
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Presidente do Imas, Gardene Fernandes Moreira, ao lado do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel

Reestruturação do Imas pode elevar receita em R$ 7 milhões por mês

04/07/2026, às 12:05 · Por Redação

A reestruturação do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas) deve ampliar a arrecadação da autarquia em cerca de R$ 7 milhões por mês. A estimativa foi apresentada pela presidente do instituto, Gardene Fernandes Moreira, em entrevista ao jornal O Popular. Segundo ela, o projeto de lei que reformula o funcionamento do Imas está na etapa final de tramitação interna na Prefeitura de Goiânia e aguarda a assinatura do prefeito Sandro Mabel (UB) antes de seguir para a Câmara Municipal.

Conforme a presidente, a proposta vai além da alteração na forma de contribuição dos beneficiários. O texto também atualiza normas que ainda seguem regras estabelecidas em 2006, cria novos critérios para ingresso no plano de saúde, estabelece cobrança para dependentes e revisa mecanismos de isenção e de gestão do instituto. Gardene explicou que o cálculo atuarial precisou ser refeito e que a legislação passou por ajustes ao longo do último ano para contemplar todas as mudanças previstas.

Um dos principais pontos da reestruturação é a cobrança de contribuições para dependentes, que atualmente não pagam pelo atendimento. Segundo Gardene, a medida busca corrigir distorções no sistema sem comprometer o acesso dos servidores ao plano. Ela afirmou que existem casos de titulares com mais de dez dependentes incluídos no Imas sem qualquer cobrança adicional. "É a correção de um erro para garantir a forma justa de contribuição", declarou. A presidente também informou que os novos valores serão inferiores aos praticados pelo Ipasgo, mas disse que os detalhes só serão divulgados após autorização do prefeito.

Mesmo com o aumento estimado de R$ 7 milhões mensais na receita, Gardene reconheceu que os recursos ainda não serão suficientes para equilibrar financeiramente o instituto. Segundo ela, o Imas arrecada atualmente cerca de R$ 14,5 milhões por mês, enquanto seriam necessários entre R$ 23 milhões e R$ 24 milhões para garantir o funcionamento adequado da assistência prestada aos cerca de 70 mil usuários. "Hoje para ter um atendimento mais profissionalizado, mais humanizado, precisaríamos que a Prefeitura bancasse no mínimo mais R$ 10 milhões por mês", afirmou.

A presidente também confirmou que a Prefeitura estuda alternativas para quitar a dívida acumulada do Imas, estimada em aproximadamente R$ 226 milhões. De acordo com ela, o passivo, formado desde 2021, poderá ser resolvido por meio de um aporte financeiro que está em análise pela Secretaria Municipal da Fazenda, inclusive com a possibilidade de contratação de empréstimo para quitar os débitos.

Outro tema abordado na entrevista foi a contratação de uma empresa para prestar apoio operacional ao instituto, processo licitatório suspenso pelo Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO). Gardene afirmou que a empresa teria a função de oferecer suporte técnico e administrativo em áreas consideradas deficitárias, sem substituir a atual gestão do Imas. Segundo ela, o objetivo é profissionalizar setores da administração, enquanto a direção e o quadro funcional permaneceriam sob responsabilidade do próprio instituto.

Sobre a possibilidade de encerramento das atividades do Imas, hipótese mencionada pelo prefeito Sandro Mabel nos últimos meses, Gardene confirmou que o cenário está em estudo. Segundo a presidente, a análise faz parte da busca por alternativas para garantir assistência aos servidores municipais. "Estamos fazendo um estudo para analisar como seria o fechamento do Imas, sim. Não é questão de ameaça, é uma realidade do instituto. Estamos procurando a solução", afirmou. Ela acrescentou que, caso isso ocorra, a Prefeitura deverá estudar um modelo para subsidiar planos de saúde privados aos servidores, embora o valor desse eventual benefício ainda não tenha sido definido.

Gardene também destacou avanços promovidos pela atual gestão na relação com a rede credenciada. Segundo ela, o instituto passou de 503 prestadores que atuavam por meio de indenizações, sem contrato formal, para 120 prestadores contratados regularmente. A medida, conforme explicou, amplia a segurança jurídica tanto para os profissionais quanto para os beneficiários e permite ao Imas fiscalizar e cobrar o cumprimento das obrigações previstas nos contratos.


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