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O desempenho do partido nas urnas vem caindo a cada ciclo de quatro anos
Coluna do Pablo Kossa: O desafio de Luis Cesar Bueno
15/06/2026, às 05:31 · Por Pablo Kossa
Depois de muito lenga-lenga que consumiu meses da preciosa pré-campanha e exasperou sua militância, o PT escolheu o candidato a governador. Luis Cesar Bueno foi o ungido. Uma reunião de cúpula tirou o nome da manga de forma burocrática, sem a menor empolgação percebida em filiado algum.
Bueno é um político de respeitável história em Goiás. Duas vezes vereador em Goiânia e quatro mandatos de deputado estadual na Alego não é pra qualquer um. Tem currículo e estofo para a disputa. Seu maior desafio é romper com o pé atrás que a parte majoritária do eleitorado goiano tem com a esquerda.
Olhemos os números do PT na história dos pleitos estaduais.
O melhor desempenho em percentual do partido em Goiás foi em 2002. Na ocasião, Marina Sant’anna teve 15,17% dos votos. Lembremos que foi o ano da primeira vitória do Lula e a única vez que o presidente venceu em terras goianas, mesmo o PT ganhando outras quatro vezes a disputa nacional.
O desempenho do partido nas urnas vem caindo a cada ciclo de quatro anos. Em 2014, Antônio Gomide conquistou 10,09%. Kátia Maria conseguiu 9,15% em 2018. Wolmir Amado teve 6,98% dos votos goianos no último pleito.
Olhando o passado, está entre 7% e 15% dos votos a possibilidade plausível do petista. Abaixo do que conquistou Amado na última eleição, passará vergonha. Se ultrapassar o patamar de Marina em 2002, baterá o recorde.
O trabalho agora é amarrar os partidos da chamada Frente Progressista com as vagas de vice e para o Senado, empolgar a militância de cada sigla e garantir um palanque robusto a Lula em Goiás.
O que ofertar para PSB, PDT, Psol, Rede, PCdoB e PV?
O desafio é grande.
Pablo Kossa: Coluna PT

