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Conselho de Ética da Alego aprovou, por unanimidade, punição inédita contra o deputado Amauri Ribeiro por excessos e violência política
Bia de Lima abre mão de recursos e se diz satisfeita com suspensão aplicada a Amauri Ribeiro
11/06/2026, às 11:28 · Por Redação
A deputada estadual Bia de Lima (PT) descartou qualquer movimento para recorrer ou tentar endurecer a punição imposta a seu principal algoz no Legislativo goiano, o deputado Amauri Ribeiro (PL). Perguntada pela coluna Giro nesta quinta-feira (11) se considerava justa a suspensão das prerrogativas do parlamentar por 30 dias, a petista desabafou sobre o desgaste acumulado e revelou alívio com o desfecho.
De acordo com Bia de Lima, a lentidão do processo quase a fez desacreditar em um desfecho favorável. Ela pontuou que a história demorou três anos para ser concluída e que, de lá para cá, vinha sendo atacada em praticamente toda sessão, classificando como raras as oportunidades em que o colega de Parlamento não gritava ou esbravejava no Plenário. A deputada acrescentou que Amauri Ribeiro não possui pautas consistentes e utiliza os ataques como palanque, estendendo seus agradecimentos ao esforço da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) em puni-lo e compreender que ela foi a verdadeira vítima do episódio.
A sanção contra o parlamentar do PL foi deliberada pelo Conselho de Ética da Alego na manhã de quarta-feira (10). Sob a relatoria do deputado Dr. George Morais (MDB), o colegiado acolheu o parecer que apontou excesso nos limites da liberdade de expressão, além de identificar indícios contundentes de violência política contra a mulher de forma reiterada, mesmo após seguidas advertências da Presidência da Casa. Na mesma reunião, o conselho arquivou, por unanimidade, uma representação que Amauri movia contra Bia de Lima, sob a relatoria da deputada Rosângela Rezende (Agir), por considerá-la totalmente improcedente.
Com a decisão do conselho, o assessor jurídico do órgão, Marcos Gonczarowska, detalhou que Amauri Ribeiro sofrerá restrições graves em suas funções regimentais durante o período de um mês. O deputado pecebista ficará temporariamente impedido de fazer uso da palavra em espaços como o Plenário e terá de se afastar do desempenho de funções internas, como a presidência de comissões, embora ainda possa apresentar projetos de lei. A punição será formalizada pela Mesa Diretora e a efetivação dos 30 dias — contabilizados apenas em sessões ordinárias, sem contar recessos — ocorrerá após o prazo de 15 dias reservados para a defesa apresentar recurso.
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