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Governo de Goiás projeta arrecadar até R$ 1,2 bilhão por meio de fundos imobiliários e reforça que estratégia substitui receitas do Fundeinfra sem aumentar a carga tributária
Projeto de Daniel Vilela busca compensar fim da taxa do agro sem criar novo imposto
10/06/2026, às 17:10 · Por Redação
O governador Daniel Vilela prepara uma nova estratégia para compensar a perda de arrecadação provocada pelo fim do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra), conhecido como “taxa do agro”, sem criar novos impostos ou elevar a carga tributária sobre produtores e empresas.
A proposta em estudo prevê a utilização de fundos imobiliários estruturados a partir de ativos públicos do Estado. A expectativa do Governo de Goiás é captar cerca de R$ 1,2 bilhão com a operação, criando uma nova fonte de recursos para investimentos em infraestrutura e desenvolvimento econômico.
A iniciativa ganha relevância após a decisão do governo estadual de extinguir a cobrança do Fundeinfra, medida anunciada inicialmente pelo então governador Ronaldo Caiado e defendida por Daniel Vilela como uma forma de aliviar os custos enfrentados pelo agronegócio em um cenário de dificuldades climáticas, aumento dos custos de produção e queda nos preços das commodities.
Quando anunciou o fim da contribuição, o governo reconheceu que o fundo era responsável por uma arrecadação estimada em aproximadamente R$ 1 bilhão por ano, recursos utilizados principalmente em obras rodoviárias e investimentos em infraestrutura.
Agora, a estratégia é substituir essa fonte de receita por mecanismos de mercado, utilizando o patrimônio imobiliário do Estado para gerar recursos sem impactar diretamente o contribuinte.
Nos bastidores, a avaliação é que a medida permite manter a capacidade de investimento do Estado ao mesmo tempo em que atende uma das principais demandas do setor produtivo, que defendia o encerramento definitivo da chamada taxa do agro.
A proposta também está alinhada ao discurso de responsabilidade fiscal adotado pelo governo estadual, que tem destacado a solidez das contas públicas e a busca por alternativas de financiamento sem aumento de impostos.
Caso a modelagem seja concluída dentro do cronograma previsto, os recursos captados poderão ser direcionados para obras estruturantes, logística, mobilidade e novos investimentos públicos em diversas regiões do estado.
Daniel Vilela Fudeinfra Taxa do Agro
