Poder Goiás

Goiânia, 07/06/26
Matérias
Divulgação

A conquista de Guto Miguel ecoa diretamente no passado do tênis nacional

De Goianésia para o mundo: Guto Miguel faz história e é o primeiro campeão juvenil de Roland Garros

06/06/2026, às 15:58 · Por Redação


O tênis brasileiro tem um novo motivo para comemorar. Neste sábado (6), o goiano Guto Miguel conquistou o título inédito de campeão juvenil de Roland Garros, em Paris, consolidando-se como um dos grandes nomes da nova geração do esporte mundial. Com o desempenho histórico no Grand Slam francês, Luís Augusto Queiroz Miguel, de 17 anos, assumirá a liderança do ranking mundial na categoria até 18 anos.

Natural de Goianésia, no interior de Goiás, o jovem atleta chegou a morar em Goiânia, mas atualmente vive e treina em Brasília. A consagração na terra batida de Paris veio após uma partida emocionante contra o americano Michael Antoniu. Logo após o ponto decisivo, o tenista não escondeu a emoção e desabou na quadra, em imagens que repercutiram nas redes sociais oficiais do torneio.

Trajetória precoce e os primeiros passos no profissional

Nascido em 20 de fevereiro de 2009, Guto começou a jogar ainda criança, inspirado pelo irmão mais velho, Luís Felipe Miguel, que hoje atua no tênis universitário dos Estados Unidos. Nas redes sociais, o atleta faz questão de compartilhar sua rotina exaustiva de treinos, além de sempre demonstrar gratidão à família — especialmente ao pai, Luis Miguel, e à madrinha, Cristina Miguel.

O título em Roland Garros coroa um momento de transição fundamental na carreira do jovem, que começa a dar seus primeiros passos no circuito profissional:

  • Brilho em família: Além das chaves individuais, Guto joga duplas com o irmão. Em maio, os dois conquistaram o título do ATP Challenger de Santos ao vencerem os compatriotas Mateus Alves e Pedro Sakamoto.

  • Vitórias no profissional: Em março deste ano, ele já havia comemorado sua primeira vitória no ATP Challenger 75 de Brasília.

  • Ascensão meteórica: No fim de 2025, impulsionado por uma semifinal no US Open e pela saída de atletas que estouraram a idade limite, Guto já havia alcançado o top 5 do ranking júnior.

Quebrando um jejum de quase 70 anos
A conquista de Guto Miguel ecoa diretamente no passado do tênis nacional. Segundo informações do ge, o Brasil não via um tenista chegar tão longe na chave juvenil masculina de Roland Garros desde Luís Felipe Tavares, há quase sete décadas. Antes disso, lendas como Edison Mandarino e Thomas Koch alcançaram a final nas décadas de 1950 e 1960. Na chave principal, o topo do pódio francês pertence ao tricampeão Gustavo Kuerten (1997, 2000 e 2001).

Ciente do tamanho do seu feito, mas mantendo os pés no chão, o novo número 1 do mundo celebrou o resultado com maturidade:

"Estamos colhendo alguns frutos agora, mas sei que ainda é apenas o começo. Sei que é um torneio juvenil, sei que é o número 1 do mundo juvenil, mas ainda existe muito pela frente na minha carreira profissional", declarou ao ge.

Nas redes sociais, torcedores e entusiastas do esporte já celebram o futuro do atleta. "Muito bom ver um goiano no topo do tênis júnior. Voa, Gutão!!", escreveu um internauta, resumindo o sentimento de orgulho que toma conta do país.


Guto Miguel Goianésia Tênis Esporte