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Goiânia, 06/06/26
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Wilder Morais e Vanderlan Cardoso assinam proposta que tramita paralelamente ao debate sobre o fim da escala 6x1; entidades sindicais defendem manutenção das garantias da CLT

Senadores goianos apoiam PEC de flexibilização trabalhista e sindicato reage

05/06/2026, às 11:12 · Por Redação

O debate sobre a jornada de trabalho no Brasil ganhou novos capítulos com a tramitação, no Senado Federal, de propostas que apresentam caminhos distintos para as relações trabalhistas. De um lado, avança a discussão sobre a redução da jornada semanal de trabalho e o fim da escala 6x1 sem redução salarial. De outro, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), propõe um modelo de maior flexibilização das relações entre empregados e empregadores.

Em Goiás, os senadores Wilder Morais (PL) e Vanderlan Cardoso (PSD) estão entre os signatários da PEC 12/2026. A proposta prevê a possibilidade de contratação baseada em horas efetivamente trabalhadas, com remuneração proporcional e regras específicas para benefícios trabalhistas, mediante adesão ao novo modelo previsto no texto.

Os defensores da PEC argumentam que a medida amplia a liberdade de negociação entre empregadores e trabalhadores, oferecendo alternativas para diferentes perfis de atividade econômica e de contratação.

Por outro lado, entidades sindicais têm manifestado preocupação com a proposta. O Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato), por exemplo, declarou apoio à redução da jornada de trabalho sem redução salarial e se posicionou contra a PEC alternativa. A entidade avalia que a flexibilização pode resultar na redução de garantias trabalhistas historicamente asseguradas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O senador Jorge Kajuru (PSB), terceiro representante de Goiás no Senado, tem defendido o aprofundamento do debate sobre a redução da jornada, mas ressalta a necessidade de avaliação dos impactos econômicos da medida antes de uma decisão definitiva.

A discussão ocorre em um momento de intensificação do debate nacional sobre produtividade, qualidade de vida dos trabalhadores e competitividade das empresas. A expectativa é que as propostas sejam amplamente discutidas nas comissões temáticas do Senado antes de eventual votação em plenário.

O tema mobiliza trabalhadores, sindicatos, empresários e parlamentares e deve permanecer no centro das discussões políticas e econômicas nos próximos meses.



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