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Wigor Vieira
O problema de Mendanha também é de timing. O bonde do Senado parece já ter passado
Coluna do Pablo Kossa: Gustavo Mendanha está perdidaço
04/06/2026, às 23:05 · Por Pablo Kossa
Conhece aquela piadinha em que um cara entra no elevador e o ascensorista pergunta: “qual andar?”, e o indivíduo responde: “tanto faz, já entrei no prédio errado mesmo.”? Pois é, essa situação nonsense se assemelha ao últimos movimentos políticos de Gustavo Mendanha. A cada hora quer uma coisa que, no final das contas, aparenta não saber o que quer.
O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia diz que seu projeto agora é ser candidato ao Senado pela base caiadista. Claro que ele tem estofo político para ambicionar o que bem entender. Contudo esse caminho está mais que congestionado. Outros quatro candidatos aliados de Daniel Vilela estão na disputa pelas duas vagas ofertadas nesse pleito. É difícil pra quem chega por último no ônibus sentar-se na janelinha.
Desde que emergiu como revelação prodígio da política goiana com uma reeleição acachapante para a prefeitura da segunda maior cidade goiana em 2020, Mendanha percorreu caminhos erráticos.
Saiu do MDB onde se forjou politicamente e migrou para a oposição a Ronaldo Caiado, perdeu a eleição para governador em primeiro turno, tentou uma adesão ao bolsonarismo mas foi esnobado pelas lideranças locais aliadas do ex-presidente preso, voltou ao MDB com discurso humilde, foi ao PSD reforçando o partido de Kassab e agora preside o PRD, partido que perdeu o prumo quando Bruno Peixoto abdicou de sua presidência para permanecer no União Brasil.
Nessas idas e vinda, já tentou ser prefeito de Goiânia e foi vetado pela legislação, quis ser senador, depois vice-governador e agora novamente senador.
Que périplo!
Estatura política para disputar qualquer cargo, todos que saem da prefeitura de uma cidade relevante como é Aparecida de Goiânia com a aprovação que Mendanha saiu têm. O problema é de timing. O bonde do Senado parece já ter passado.
O prudente seria uma campanha para deputado federal. Sendo eleito com uma votação robusta, ele adquire um mandato para trabalhar nos próximos quatro anos e, em 2030, está melhor posicionado para voos mais altos.
Uma derrota ao Senado o apequenaria e o deixaria sem credibilidade perante outras lideranças. Ninguém bota fé em quem parece mais perdido que bêbado ao final de uma festa open bar.
Do jeito que dá seus passos políticos, os movimentos de Mendanha aparentam totalmente ébrios.
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