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O quarto mandato de Marconi não agradou ao goiano. Se tivesse caído no gosto popular, teria feito seu sucessor
Coluna do Pablo Kossa: Como Marconi vai descascar esse abacaxi?
20/05/2026, às 22:41 · Por Pablo Kossa
Marconi Perillo tem um baita abacaxi em mãos e descasca-lo não será fácil. Diversas pesquisas o colocam como o mais rejeitado dentre os pré-candidatos ao Governo de Goiás. Paraná Pesquisas, Exata.GO e Genial/Quaest são exemplos disso. Institutos com metodologias tão distintas entre si que chegam a números de intenção de voto bem discrepantes, mas coincidentes ao colocar o tucano na liderança da rejeição.
Tendo em vista o perfil do eleitorado goiano, de longevo e enraizado antipetismo, a situação de Marconi se revela ainda mais delicada. A batalha do candidato para voltar ao Palácio das Esmeraldas será das mais complicadas.
Reverter rejeição nunca é tarefa fácil, independente da razão pela qual o eleitor diga não votar em um candidato de jeito algum. Quando se trata de alguém super conhecido e de longo histórico nas urnas como é o caso do peessedebista, é ainda pior.
Marconi foi governador de Goiás por quatro vezes. Ninguém vence tantos pleitos, mesmo que em nenhuma ocasião em primeiro turno, sem ostentar momentos de popularidade no decorrer dos mandatos, é óbvio. O problema é que diferentemente do ditado popular que diz que a primeira impressão é a que fica, na administração pública funciona ao contrário: a última memória é a que permanece grudada na cabeça do eleitor.
E o quarto mandato de Marconi não agradou ao goiano. Se tivesse caído no gosto popular, teria feito seu sucessor. Tal qual conseguiu eleger Alcides Rodrigues em 2006. Em 2018, José Eliton, então sentado na cadeira de governador e apoiado pelo tucano, teria sido eleito. Não rolou. Ronaldo Caiado venceu no primeiro turno.
Marconi parte de um bom patamar de intenção de votos, mas sua alta rejeição impõe um teto baixo para crescimento.
Qual estratégia a campanha do PSDB usará para apagar a má lembrança do último governo de Marconi e convencer o eleitor de que o candidato de hoje será aquele dos dois primeiros mandatos?
É nisso que a equipe de marketing tucana deve estar quebrando a cabeça. Um trabalho hercúleo.
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