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Goiânia, 21/05/26
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Operação coordenada pela Polícia Civil de Goiás apreendeu drogas, celulares e mídias digitais que comprovam a continuidade dos crimes virtuais no país

Polícia goiana desarticula grupo que clonava sites de bancos e movimentou R$ 5 milhões

20/05/2026, às 14:52 · Por Redação

Uma operação interestadual da Polícia Civil de Goiás (PCGO), deflagrada nesta terça-feira (19), desarticulou uma organização criminosa especializada em fraudes digitais e lavagem de dinheiro que movimentou quase R$ 5 milhões. A ação resultou na prisão de 13 suspeitos e no cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão em Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão. O Poder Judiciário determinou ainda o bloqueio de R$ 1,9 milhão em bens e contas bancárias vinculadas aos investigados.

Segundo a delegada Bárbara Buttini, responsável pelas investigações, o grupo criava páginas falsas de internet idênticas às de instituições financeiras legítimas. Para atrair o público, a quadrilha utilizava o impulsionamento de tráfego pago. Com isso, quando o cliente pesquisava pelo banco na internet, o link fraudulento aparecia como o primeiro resultado. Ao todo, a polícia identificou 18 vítimas diretas que tiveram suas contas invadidas pelo esquema.

O golpe consistia no "sequestro de sessão". Ao clicar no anúncio patrocinado, o usuário era atraído por ofertas vantajosas e induzido a validar dados e ler um QR Code. Nesse instante, os criminosos capturavam as credenciais verdadeiras inseridas na página falsa, acessavam o aplicativo real da instituição financeira e realizavam transferências fraudulentas. O núcleo operacional da lavagem do dinheiro ficava concentrado em Goiás, Mato Grosso e Maranhão, enquanto o Tocantins servia como base para o recebimento dos valores.

Dos 13 detidos, 11 foram alvos de mandados de prisão preventiva e dois acabaram presos em flagrante com 10 quilos de maconha, celulares e mídias digitais que comprovavam a continuidade dos crimes cibernéticos. Os suspeitos responderão por invasão de dispositivo informático, furto qualificado por fraude eletrônica, organização criminosa, lavagem de capitais e tráfico de drogas. Somadas, as penas podem atingir 32 anos de reclusão. Como os nomes não foram revelados, a reportagem não localizou a defesa dos envolvidos.


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