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Goiânia, 20/05/26
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Lourenço Pereira Filho, o "Lourencinho", governou Uruaçu entre 2009 e 2012; prisão em flagrante por falso sequestro foi convertida em preventiva pela Justiça

Ex-prefeito de Uruaçu é preso em Goiânia suspeito de forjar o próprio sequestro

20/05/2026, às 14:20 · Por Redação

O ex-prefeito de Uruaçu, Lourenço Pereira Filho, de 55 anos, conhecido como "Lourencinho", e o amigo Cláudio Eduardo Cardoso Noronha, de 52, foram presos em flagrante no Setor União, em Goiânia. A dupla é suspeita de forjar o sequestro do ex-gestor para extorquir dinheiro da própria família dele. Nesta quarta-feira (20), a Justiça converteu a prisão dos dois em preventiva, determinando o envio de ambos para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

De acordo com as investigações comandadas pela 4ª Delegacia Distrital da Polícia Civil, a farsa começou a ser desenhada na semana passada, quando Lourencinho viajou à capital sob o pretexto de cumprir agendas na Assembleia Legislativa (Alego). Pouco depois, os parentes passaram a receber ligações com pedidos desesperados de resgate. O suposto sequestrador exigia o pagamento imediato de R$ 4 mil para indicar o paradeiro do ex-prefeito.

O delegado responsável pelo caso, William Bretz, explicou que a polícia foi acionada diante do desespero dos familiares. Contudo, ao rastrearem e localizarem o suposto cativeiro — um prédio de kitnets —, os agentes encontraram o ex-prefeito em perfeitas condições. Ao cruzarem os depoimentos, ficou constatado que Lourenço e Cláudio agiram em comum acordo, aproveitando-se da fragilidade emocional da família para obter o dinheiro.

Documentos da audiência de custódia apontam que Lourencinho enfrenta graves problemas de saúde, incluindo cirrose hepática e diabetes. Durante o falso cárcere, o ex-gestor chegou a ligar para parentes conseguindo apenas balbuciar o nome de um familiar para simular debilidade. Agora, ele e o comparsa responderão pelo crime de extorsão majorada pelo concurso de pessoas. Lourenço Pereira Filho comandou o município de Uruaçu entre os anos de 2009 e 2012, após ter sido vereador na cidade.

Em nota oficial, a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) informou que prestou assistência jurídica aos investigados apenas durante a audiência de custódia, cumprindo o dever constitucional de garantir a defesa de cidadãos no ato do flagrante, e que o caso agora segue sob a responsabilidade de advogados particulares contratados pela dupla.


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