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Goiânia, 21/05/26
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Fracasso de público e crise nacional isolam Wilder Morais na disputa pelo governo de Goiás

Sem luz própria, Wilder vê estratégia eleitoral ruir após escândalo de Flávio Bolsonaro

19/05/2026, às 17:46 · Por Redação

O senador Wilder Morais (PL) não esconde de ninguém que seu único trunfo para governar Goiás a partir do dia 1° de janeiro próximo é alicerçado em apenas uma força: a do bolsonarismo.

A estratégia esbarra em zero projeto, zero mobilização — vide o esvaziamento dos eventos organizados para tentar impulsionar sua pré-campanha — e zero alianças, pois, à exceção do nanico NOVO, o PL deve caminhar sozinho no Estado.

No plano de Wilder, Flávio Bolsonaro não precisaria apenas sair vitorioso das urnas em Goiás (fato que não seria difícil devido ao antipetismo, sentimento também identificado com Caiado), mas conquistar uma vitória avassaladora, capaz de arrastá-lo quase que por gravidade a um triunfo. Esse plano, contudo, foi seriamente ferido com o escândalo do Banco Master.

Segundo analistas, mesmo que a crise não seja capaz de inviabilizar Flávio, ela atrapalha principalmente os aliados sem luz própria, que precisam se escorar no bolsonarismo para conseguir alguma projeção — como é o caso do senador goiano e de outros nomes no Sul e em São Paulo, por exemplo.

É bom frisar que a direita em Goiás, graças ao grupo de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, tem a vantagem de ter luz própria, um projeto independente e uma alternativa de direita responsável, que sabe que governar vai muito além de ganhar uma eleição.

Com Flávio tendo que se explicar sobre encontros e desencontros com Daniel Vorcaro, Wilder precisará reagir e conta apenas com a agenda de encontros "Rota 22", que em cinco edições se mostrou um verdadeiro fracasso. A plateia é sempre a mesma e o projeto sofre resistência até interna, como no encontro em Anápolis, do qual o próprio prefeito Márcio Corrêa, também do PL, não participou.

No último dia 16, o que seria o “clímax” do evento — um verdadeiro regabofe servido por Wilder em sua chácara em Nerópolis — reforçou a desesperança que o senador nutre no bolsonarismo em Goiás. Eram esperados 300 convidados, mas apenas 30 compareceram, segundo o Jornal Opção.

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