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Vereadores avaliam que matérias do Executivo devem enfrentar debate intenso em ano pré-eleitoral, sobretudo por atingirem servidores públicos e patrimônio municipal
Projetos da Prefeitura sobre Imas, GoiâniaPrev e fundos imobiliários elevam tensão política na Câmara
19/05/2026, às 09:25 · Por Redação
A expectativa pelo envio de novos projetos da Prefeitura de Goiânia ao Legislativo tem ampliado a cautela entre vereadores da capital. Propostas ligadas à reforma do GoiâniaPrev, do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores (Imas) e à criação de fundos imobiliários públicos já provocam movimentações nos bastidores da Câmara Municipal.
Ao jornal O Popular, parlamentares avaliam que o avanço das matérias dependerá da articulação política do Paço, do conteúdo apresentado e do impacto eleitoral dos projetos. O cenário ganha peso porque parte das propostas atinge diretamente servidores públicos em um momento em que muitos vereadores se preparam para disputar cargos nas eleições de 2026. Dos 37 parlamentares da Casa, ao menos 24 devem concorrer a deputado estadual, federal ou ao Senado.
Integrante da base do prefeito Sandro Mabel (União Brasil), o vereador Henrique Alves (MDB) afirmou que o governo possui maioria na Câmara, mas ponderou que o ambiente político exigirá negociação constante. “Vai depender de uma costura política, de diálogo com os vereadores. A base tem maioria, mas não é confortável”, afirmou.
O vereador Lucas Kitão (PSD) defendeu a necessidade das reformas planejadas pela Prefeitura. Segundo ele, as mudanças podem enfrentar resistência, mas são vistas por parte da base como tentativa de enfrentar problemas estruturais da administração municipal.
Anselmo Pereira (MDB) também considerou necessárias alterações no Imas e no GoiâniaPrev para garantir a continuidade dos serviços. Sobre os fundos imobiliários, porém, afirmou que o debate tende a ser mais complexo dentro da Câmara. O vereador argumentou que os projetos podem abrir espaço para novas parcerias envolvendo áreas públicas do município.
Já o vereador Sanches da Federal (PP) classificou as propostas relacionadas ao Imas e ao GoiâniaPrev entre os temas mais sensíveis da atual legislatura. Ele defendeu que eventuais mudanças não resultem em prejuízo aos servidores públicos e relembrou discussões recentes envolvendo a Taxa de Limpeza Pública e reajustes ligados à Agência de Regulação de Goiânia.
Na oposição, a vereadora Aava Santiago (PSB) afirmou que o ambiente político varia conforme o tema em discussão e avaliou que não há hoje clima favorável para aprovação de matérias consideradas mais complexas.
Reservadamente, vereadores da base reconhecem que a oposição deve ampliar o enfrentamento durante a tramitação dos projetos. A avaliação é de que o Paço tentará fortalecer a articulação junto ao presidente da Câmara, Romário Policarpo (Cidadania), além da Procuradoria da Casa e líderes governistas.
Os embates entre Executivo e Legislativo já marcaram o início do ano legislativo. Projetos como o Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus) e o Morar no Centro enfrentaram dificuldades para avançar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo vereador Luan Alves (MDB), oposicionista ao prefeito.
A lentidão na tramitação provocou troca de críticas entre Sandro Mabel e Luan Alves. O prefeito acusou o parlamentar de dificultar a análise dos projetos por razões políticas. Já o vereador afirmou que as matérias seguem a ordem regimental e os prazos previstos pela Câmara.
Nesta semana, Mabel afirmou, durante entrevista ao programa Jackson Abrão Entrevista, que hoje possui uma “base mais estável” no Legislativo. O prefeito também voltou a atribuir parte das resistências ao fim de privilégios que vereadores teriam mantido na gestão anterior.
Embora as propostas ainda estejam em fase de elaboração, a secretária municipal de Governo, Sabrina Garcez, afirmou que não há previsão para o envio dos textos à Câmara. A Prefeitura pretende encaminhar dois projetos ligados à criação de fundos imobiliários, permitindo parcerias com a iniciativa privada para empreendimentos em áreas públicas.
No caso do Imas, a proposta em estudo prevê cobrança para todos os beneficiários, com valores variando conforme a faixa etária. A expectativa do Paço é elevar a arrecadação mensal do instituto. Já a reforma do GoiâniaPrev ganhou força após cobranças de órgãos de controle, entre eles o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO).
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