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Raphael Sousa Oliveira teve prisão preventiva mantida pela Justiça e passou a cumprir custódia na CPP
Dono da página Choquei é transferido para presídio em Aparecida de Goiânia
19/04/2026, às 11:35 · Por Redação
O criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, foi transferido na sexta-feira (17/4) para a Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia. A mudança ocorreu após decisão judicial que manteve a prisão preventiva no âmbito da Operação Narco Fluxo. Raphael havia sido detido na quarta-feira (15/4) e permanecia até então na sede da Polícia Federal, em Goiânia.
A defesa solicitou a revogação da prisão, mas o pedido foi negado. Na decisão, o magistrado considerou necessário aguardar o avanço das investigações para evitar prejuízo ao processo. Segundo a Polícia Federal, o investigado atuaria como “operador de mídia” de um grupo suspeito de lavagem de dinheiro e estelionato digital. As apurações indicam que ele utilizava a plataforma para divulgar conteúdos favoráveis à organização, promover rifas e apostas online e atuar na gestão de crises de imagem.
A investigação aponta que o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão. Entre os possíveis beneficiários está o cantor MC Ryan SP. De acordo com a PF, Raphael teria recebido cerca de R$ 370 mil por serviços de publicidade ligados ao artista, em transações realizadas entre 2024 e 2025. A operação também resultou na prisão de outros influenciadores e produtores de conteúdo, em ações realizadas simultaneamente em nove estados.
Defesa pede habeas corpus
A defesa informou que ingressou com habeas corpus com pedido liminar no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), em regime de plantão. Os advogados pedem a expedição de alvará de soltura ou contramandado de prisão. No recurso, a defesa afirma que a manutenção da custódia é “tecnicamente injustificável”, pois já foram realizadas buscas, apreensões e o interrogatório do investigado.
Também sustenta que há ausência de fundamentação individualizada na decisão judicial. Os advogados argumentam ainda que a atividade de publicidade para personalidades não configura crime e informam que vão adotar medidas legais para reverter a prisão enquanto aguardam análise do pedido pelo tribunal.
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